30 de maio de 2026

1º DIA: A IDA - SERRA GAÚCHA

Nossa jornada rumo às terras frias — mas com o coração aquecido — vai começar!

Dizem que quem viaja de férias não dorme, apenas cochila de ansiedade. O voo era às 07:15, o que no manual do bom viajante significa: "esteja no aeroporto do Galeão enquanto as estrelas ainda se despedem", sendo assim, tivemos que sair de casa antes mesmo do primeiro galo pensar em cantar.

O Uber conspirou a favor, chegou bem rapidinho. As malas deslizaram no balcão do check-in sem drama, e o avião partiu pontualíssimo, rasgando o céu rumo às terras sulistas.

Pousamos em Porto Alegre e fomos direto ao balcão da Movida (não é patrocínio) para encontrar o nosso fiel escudeiro de quatro rodas: um Kardian, pronto para as curvas da serra. 


Seguimos sem pressa, afinal, estávamos de férias. Escolhemos a dedo a Rota Romântica. E que espetáculo! As árvores pareciam pintadas à mão, vestindo tons de ouro, bronze e cobre, espalhando folhas pelo chão como tapetes. O outono na Serra Gaúcha sabe como se vestir para impressionar seus visitantes.

Famintos, paramos em Nova Petrópolis. O Parque Aldeia do Imigrante nos acolheu com aquele charme europeu de encher os olhos. 

Almoçamos no restaurante Tannenworld, que fica dentro do parque. 


Depois da refeição, saímos para caminhar, esticar as pernas, digerir a comida e apreciar a paisagem. O reflexo da paisagem na água estava belíssimo e nos rendeu muitas fotos.


As árvores estavam num tom alaranjado tão vibrante e impecável que parecia que alguém tinha passado a noite inteira pintando folha por folha com tinta spray só para nos impressionar.

Quinze minutos de caminhada depois... Se houvesse uma trilha sonora de fundo, cortaria o som da música clássica e entraria o efeito sonoro de disco arranhado.

A Bia para, arregala os olhos e solta o veredito: "O aparelho!" E Sim, o clássico dos clássicos da odontologia moderna: o aparelho dentário esquecido, embrulhado num guardanapo, em cima da mesa do restaurante.

Lá fomos nós, na marcha atlética do desespero, refazendo o caminho até o restaurante e rezando. Bia e Sr. Dias na frente, e eu, um pouco mais atrás, tentava acompanhar o ritmo deles, mas o fôlego de uma mãe sedentária e acima do peso não me permitiu acompanha-los. Por sorte, a moça do caixa já tinha um doutorado em "esquecedores de aparelho" e guardou a jóia. Coração voltou ao peito, o sorriso continuou alinhado, e o passeio seguiu!


Observamos cada detalhe da arquitetura enxaimel, das construções históricas e da natureza ao redor.



Depois de muitas fotos pelo parque, que é uma verdadeira gracinha, e de aprendermos um pouco de Alemão, fomos desbravar a cidade. 



Caminhamos até chegarmos à praça das flores onde avistamos o famoso Labirinto Verde.

Entramos no labirinto plenos, exalando confiança e energia positiva. Mas a realidade bateu na porta: o tráfego de turistas parecia a Linha Amarela em hora do rush, e as paredes de cerca-viva eram estreitas, exigiam um caminhar curvado. O Sr. Dias e eu nos olhamos e, com a sabedoria que só a maturidade (e a coluna) nos traz, decretamos: "Missão abortada!" Manobramos naquelas trincheiras verdes, demos meia-volta e marchamos de volta à saída, tropeçando no calcanhar dos turistas da frente e levando folhada na cara a cada três passos, mas dando um show de autopreservação. Não chegamos ao centro do Labirinto Verde, é verdade... mas batemos o recorde de desistência consciente!

De volta ao carro, subimos mais um pouco até o nosso destino final: Canela


O sol já se despedia quando as malas tocaram o chão do hotel Tissiani. Que grata surpresa! Sabe aquele achado que faz o bolso sorrir e o coração sossegar? Um baita custo-benefício. Ele fica um pouquinho mais recuado do burburinho do centrinho — o suficiente para garantir o silêncio sagrado da noite, mas ainda perto o bastante para nos permitir ir caminhando, respirando aquele ar puro da serra. (Não é publicidade! É apenas o nosso ponto de vista.)

Foto retirada do site do hotel

Deixamos as malas no quarto e, antes de sair, fomos espiar o terraço. É lá que o café da manhã é servido e de onde — em um detalhe quase poético — pudemos ver: de um lado, imponente entre os prédios, a pontinha da Catedral de Pedra, como se ela estivesse nos dando as boas-vindas; e, do outro, um belíssimo céu dourado pelo pôr do sol.

 


Inspirados por essa vista, fomos bater perna no centro. A Catedral de Pedra, imponente e iluminada, nos arrancou os últimos suspiros fotográficos do dia. 


Fechamos a noite com um jantar reconfortante, daqueles que aquecem a alma, uma sopa no pão deliciosa.

Agora, já sob o quentinho das cobertas, com as pernas cansadas e a alma cheia de histórias, nos recolhemos. O outono na Serra Gaúcha mal começou, e nós já temos muito o que sorrir (com ou sem aparelho!).

Amanhã tem mais! 


29 de maio de 2026

NOSSA PRÓXIMA PARADA: SERRA GAÚCHA!

O próximo destino da família Dias é a terra do frio que congela o nariz, mas aquece a alma.

Preparem os casacos, afrouxem os cintos (e os botões da calça), porque nossa próxima parada é nas montanhas mais charmosas do Sul!

O que nos aguarda nessa jornada?

  • Maratonas Gastronômicas: Estamos prontos para o "sacrifício" de encarar sequências de fondue, cafés coloniais que parecem banquetes reais e chocolates que abraçam o coração. Dietas? Ficam retidas no aeroporto.

  • Cenários de Cinema (e muitas fotos): Preparem a memória do celular. Entre pinheiros majestosos, plátanos alaranjados, arquitetura europeia e aquela névoa mística, cada esquina é um flash.

Partiu, Serra Gaúcha!

Onde o vento faz a curva e a neblina dança mansa,
A gente encontra o destino que faz voltar a ser criança.
Entre um brinde de malte e o aroma do café,
A serra nos espera, e seja lá como Deus quiser!



23 de janeiro de 2026

9º DIA: ÚLTIMO DIA DE VIAGEM - DE PIRANHAS PARA ARACAJU

Acordamos cedo porque, afinal, quem tem limite é cartão de crédito, viajante tem é cronograma! Tomamos aquele café da manhã encarando a vista maravilhosa do Rio São Francisco. Era um misto de "meu Deus, que perfeição" com "por favor, tempo, para um pouquinho".

Fizemos o checkout na pousada com aquela dorzinha no coração, nos despedimos do Velho Chico e pegamos a estrada rumo a Aracaju. Mas óbvio que a gente não ia embora sem um último registro para atualizar o feed, né? Demos uma paradinha estratégica em Canindé de São Francisco para tirar fotos da represa. 



Com as fotos devidamente garantidas, pé na tábua. O trajeto foi surpreendentemente tranquilo. Ninguém brigou pela playlist e ninguém perguntou "tá chegando?" a cada cinco minutos. 



Depois de 3 horas e meia de estrada, avistamos a nossa velha conhecida. Aracaju, estamos de volta!

Dessa vez mudamos o CEP e fomos fazer o check-in na Pousada Vila Aju.


Gente, que gracinha de lugar! A pousada é simplesmente maravilhosa, aconchegante e super, ultra, mega instagramável. Cada canto dava vontade de parar e fazer uma sessão de fotos. 






O quarto? Uma delícia. Olhei para aquilo e o pensamento foi um só: "Olha... se eu soubesse disso antes, tinha vindo direto para cá no início da viagem!". Fica aí o aprendizado para a próxima.

Quartos aprovados, malas guardadas, hora de resolver a vida adulta: fomos ao shopping devolver o carro alugado. Carro entregue sem nenhum arranhão, fomos direto bater perna na orla, afinal, era a nossa última noite e precisávamos gastar a sola do sapato.

E como tradição boa é tradição mantida... a Bia, obviamente, tomou o seu açaí preferido. Caminhamos, rimos, batemos perna como se não houvesse amanhã, jantamos uma comidinha deliciosa para fechar com chave de ouro e voltamos para a pousada com o coração cheio, a galeria do celular sem espaço e a cabeça já tentando aceitar que amanhã é hora de voar de volta para o Rio. Que viagem, meus amigos! Que viagem!

22 de janeiro de 2026

8º DIA: QUANDO O CANGAÇO DEU LUGAR AO CANSAÇO - PIRANHAS

Lampião que nos desculpe, mas hoje trocamos a Rota do Cangaço e a Grota do Angico pela "rota" da varanda da pousada. Decidimos que o esporte oficial do dia seria descansar e apenas apreciar a vista, afinal, Piranhas do alto parece uma pintura.

A cidade tem aquela energia única de "cidade presépio", com o casario colorido subindo a encosta e o Velho Chico logo ali embaixo, vigiando tudo. É o cenário perfeito para quem gosta de história, já que a cidade respira a era do cangaço, mas com aquele charme de quem sabe receber bem um turista.




Ficamos lá de cima apreciando a vista e tirando fotos. Quando a fome bateu, descemos para comer. Almoçamos pizza, porque se tem uma coisa que combina com preguiça e cansaço, é uma boa massa. Depois, fomos turistar no modo "slow motion".

Fomos até a antiga estação ferroviária, onde hoje encontra-se a feira de artesanato. Com as lembrancinhas compradas, seguimos nossa caminhada. 

Passamos pela Igreja de N.S. da Saúde, mas não conseguimos entrar porque fechou as portas quando estávamos nos aproximando. 



Continuamos nossa caminhada até chegarmos na escadaria do Palácio Dom Pedro, onde as cabeças de Lampião e Maria Bonita foram expostas em 1938. 


Seguimos caminhando e fotografando a arquitetura do local.









Para fechar com chave de ouro, quando a noitinha começou a cair, ignoramos os restaurantes chiques e fomos direto nas barraquinhas do centro. O Sr. Dias e eu fomos de hambúrguer, e a Bia? Bom, a Bia finalmente realizou o sonho dourado (ou melhor, roxo): o açaí das barraquinhas!

Se essa viagem tivesse um patrocínio, seria de uma plantação de açaí, porque a menina não parou! Ela jurou que o açaí de Aracaju foi o melhor da vida, mas esse de Piranhas serviu muito bem como "açaí de despedida" de Alagoas.

Demos aquela última volta pelo centrinho, nos despedimos das luzes e do calor de Alagoas e agora é hora de organizar a bagunça. Amanhã o asfalto nos espera de volta a Aracaju.

Piranhas nos deu lancha VIP, capitão cantor, mirante sem esforço, um banho de rio inesquecível e uma noite embalados ao som das músicas regionais lá do Centrinho.

Piranhas, você foi incrível!