9 de março de 2026

MISSÃO CUMPRIDA: JARDIM DOS PINHAIS ECCO PARQUE E RESTAURANTE ARCO-ÍRIS - SANTO ANTÔNIO DO PINHAL

 ** CONTINUAÇÃO DO DIA 30 DE JULHO DE 2025 **

Sabe aquele lugar que você namora pelo Instagram há anos? Pois é. O Jardim dos Pinhais Ecco Parque estava na nossa lista de desejos desde a viagem de 2022 para Campos do Jordão. Naquela época, Santo Antônio ficou só na vontade, mas dessa vez... ah, dessa vez a gente veio com tudo!

Depois daquele café da manhã "estratégico" (onde eu e o Sr. Dias tivemos que dividir cada gota de café como se fosse ouro líquido), partimos para lá!

O lugar é um lindinho elevado à décima potência. É aquele tipo de parque que faz você se sentir dentro de um quadro.


O cartão de memória da câmera que lute! Se o parque é lindinho, a gente vira fotogênico por insistência. Foram muitas fotos. Cada cantinho era um flash, um suspiro e uma pose. Foram tantos cliques que se a gente postar tudo, isso aqui vai virar um catálogo de botânica.



Caminhamos por jardins inspirados em paisagens do mundo inteiro. Tinha de tudo: jardm Japonês, jardim Italiano, jardim Canadense, flora exótica, trilhas guiadas e aquele cheirinho de natureza.





DINOSSAUROS: O setor dos dinossauros é aquele cantinho do parque que desperta a criança interior até de quem já passou dos 40...


A Bia pode não ser mais aquela criancinha que corre gritando "Dino!", mas o carisma daqueles bichinhos de pedra é irresistível.




Foi sessão de fotos no melhor estilo "National Geographic": Em vez de fotos fofinhas, o que tivemos foram fotos divertidas e épicas! Teve pose de "socorro, ele mordeu meu braço!", teve encarada com o Velociraptor e, claro, o Sr. Dias entrando na onda e quase levando uma mordida no bumbum para garantir o álbum da família mais corajosa de Santo Antônio.



O legal do Jardim Jurássico é justamente esse contraste: o cenário é todo arrumadinho e bucólico, e de repente... um T-Rex (de um braço só) surge no meio das plantas exóticas! 



RESTAURANTE ARCO-ÍRIS:
Depois de gastar toda a energia (e quase toda a bateria do celular) no parque, a fome bateu com força. E como o destino ajuda quem planeja, caímos direto no Restaurante Arco-Íris, que fica ali coladinho Ecco Parque.


Sabe aquelas descobertas online que dão muito certo? O lugar é um espetáculo de beleza e aconchego. Ele não é apenas um restaurante, é praticamente um portal para o paraíso (com trilha sonora de luxo inclusa!) 

Imagine o cenário: um lago de 3.000 m² cercado por ciprestes imponentes que fazem a gente se sentir em um filme europeu. 


Agora acrescente um saxofonista tocando na beira desse lago, enquanto a gente degusta uma truta MA-RA-VI-LHO-SA!


Parece que os astros (e a agenda do restaurante) se alinharam perfeitamente! Escolhemos o dia exato, o único da semana, em que o lago do Restaurante Arco-Íris ganha uma trilha sonora digna de filme. Talvéz o destino estivesse mesmo querendo nos mimar depois da gélida madrugada em nosso chalé com crise de identidade.


Chegamos no restaurante e nosso maior dilema era escolher entre almoçar ao lado da cachoeira ou à beira do lago. É o tipo de "problema" que a gente quer ter todo dia, né? Escolhemos o meio termo. Ficamos em uma mesa onde conseguíamos admirar o lago, e ainda ter vista para a cachoeira.


Em um lugar especializado em trutas, com o reflexo da água, o sol batendo de leve e aquela trilha sonora sofisticada, a expectativa vai lá no alto!


O clima estava tão cinematográfico que só faltou o T-Rex, de um braço só, aparecer ao fundo para fazer um "dueto" com o saxofonista!

O Sr. Dias que se prepare, porque depois de hoje, o nível de exigência para os próximos passeios subiu dez degraus. Se não tiver solo de instrumento de sopro em frente a um cenário digno de cartão-postal, a gente nem desce do carro! 😅


Depois do almoço seguimos caminho rumo ao centro, mas no meio do caminho avistamos... uma placa!

Bastou um "Mirante do Cruzeiro" apontando o caminho, para o nosso espírito explorador assumir o volante. 


Lá de cima avistamos nosso próximo destino como quem olha um mapa vivo - a Fonte Santo Antônio.


Acredita-se que essa água tenha propriedades terapêuticas e seja benéfica para a saúde. Como não tinhamos copo, não bebemos.




Bem em frente a fonte fica a Praça do Artesão. O nome é uma promessa, mas como era uma quarta-feira, os artesãos deviam estar aproveitando bem longe de suas barracas, que só funcionam nos finais de semana.


Pena? Um pouquinho. Mas o destino, que não dá ponto sem nó, trocou o burburinho das compras pela paz de um jardim japonês, uma homenagem lindíssima à colônia local, só para nós.


E se não tinha barraca, tinha arte! A praça é praticamente a "casa" das obras de Odette Eid. As esculturas dela estão espalhadas por ali como se fizessem parte da paisagem, transformando nosso passeio em uma visita VIP a um museu a céu aberto.


Depois dali, pegamos o carro e seguimos para a Praça Boulevard Araucária, onde o aroma da gastronomia começa a flertar com a gente. É o verdadeiro "oásis" para quem já gastou as energias subindo mirante e batendo perna. Mas ainda estava cedo, os restaurantes ainda estavam abrindo, então decidimos continuar a sentir a cidade com os pés.


E como se a vista do mirante e o charme do Boulevard não fossem o bastante, a vida decidiu agraciar meu paladar de um jeito... inesquecível. Em meio a prateleiras de guloseimas, lá estava ele: o azeite mais maravilhoso da vida! 

O de limão siciliano — é um espetáculo de frescor, confesso — mas o de manjericão... ah, esse é o gol de placa! Ele não é só um tempero, é uma experiência sensorial que faz o de limão — coitado — parecer um mero figurante.


Minhas pesquisas de viagem já tinham me dado o veredito: a Oliq era parada obrigatória. Mas quem viaja com família sabe que o relógio e a estrada nem sempre jogam no nosso time. Ver a distância até São Bento do Sapucaí e encaixar um almoço por lá parecia uma missão impossível para a nossa logística atual, então ficou para a próxima.

Mas o universo, que já tinha nos dado o saxofone no lago para compensar o frio, resolveu facilitar as coisas, e no meio das lojinhas de Santo Antônio, lá estavam as garrafinhas que eu tanto queria!

Não fomos até o Oliq, mas o Oliq veio até nós (ou pelo menos o melhor dele!). 



7 de março de 2026

NOSSA 1ª NOITE - EXTREMOS CLIMÁTICOS E A CRISE DO CAFEZINHO - SANTO ANTONIO DO PINHAL

** DIA 30 DE JULHO DE 2025 **

Depois de uma noite digna de um documentário do National Geographic sobre os extremos climáticos da Terra, finalmente a hora do café da manhã! 

A Bia, tadinha, deve ter acordado várias vezes durante a noite achando que estava no Nordeste, e não na serra.

O CAFÉ DA MANHÃ:
Se tem uma coisa que salva qualquer perrengue em viagens, é um bom café da manhã, né?!

Lá no chalé a dinâmica era a seguinte: no dia anterior, o anfitrião mandava a lista das iguarias e nós fazíamos nossas escolhas para o desjejum do dia seguinte. Escolhíamos também o horário para a entrega da nossa cesta. Era quase um exercício de autoconhecimento: escolher as iguarias na véspera é uma responsabilidade enorme! Você ali, preenchendo a lista, tentando prever quanta fome teria na manhã seguinte.

O lado bom é o frescor de um bolo que parece ter saído do forno do anfitrião direto para a sua mesa. É saber que tudo ali foi preparado, e separado, exclusivamente para você e sua família. É o "afeto comestível".

Era simples? Sim. Variedade de hotel cinco estrelas? Não. Mas o simples, quando é fresco e vem com carinho, vira banquete de rei!


E mesmo com toda a simplicidade, o café da manhã ganhou nossos corações (e estômagos). Era tudo tão saboroso que quase esquecíamos a ladeira e o frio da madrugada. QUASE!

Mas precisamos dizer que nem tudo são flores no paraíso matinal. Houve um pequeno erro de cálculo logístico por parte do chalé: a dosagem de cafeína.

Garrafa branca = leite / garrafa vermelha = café

Para dois apreciadores de café, a quantidade servida era praticamente uma "amostra grátis". Olhávamos para o fundo da xícara como quem procura água no deserto. Um golinho para despertar, outro para processar a ladeira... e pronto, acabou!

Ficamos ali, eu e o Sr. Dias, trocando olhares de "será que se pedirmos mais, eles cobram o aluguel de novo? Será que se marcarmos vários "X" na listinha, na opção do café, eles mandam mais amanhã?"

Dúvidas que ficarão no ar, pois no fim das contas, de barriga cheia e coração aquecido (mesmo que com pouca cafeína), depois do café da manhã estávamos prontos para encarar o dia.


6 de março de 2026

RIR PRA NÃO CHORAR - NOSSA CHEGADA EM SANTO ANTONIO DO PINHAL

 ** CONTINUAÇÃO DO DIA 29 DE JULHO DE 2025 **


É, parece que o nosso plano de ser a "família fitness" que faz tudo a pé foi ladeira abaixo — ou melhor, ficou lá no pé da subida. 

Bora atualizar o diário de bordo com esse choque de realidade.

A CHEGADA:
Chegamos em Santo Antônio do Pinhal por volta das 17h. A expectativa era deixar o carro na garagem, sentir a brisa no rosto e caminhar calmamente até o centro, todos os dias, como se estivéssemos em um comercial de margarina.

A realidade: Olhar para a inclinação da rua e perceber que, para subir aquilo a pé, precisaríamos de cordas, balão de oxigênio e, talvez, uma ambulância de plantão.

Conclusão: O carro vai trabalhar mais do que o esperado. Nossas pernas e pulmões agradecem!


O CHALÉ
Mas nem tudo está perdido. Pelo menos o chalé é uma gracinha. Tem aquele charme de montanha que a gente adora... (mas mal sabíamos o perrengue que seria dormir nele). O problema? Parece que o chalé tem "microclimas independentes" : o Alasca no térreo e o Saara no mezanino. 



Sim, enquanto a Bia ficava lá em cima vivendo um verão fora de época, suando e quase pedindo um picolé, nós no andar de baixo lutávamos contra o frio polar.

Isso porque alguém achou que seria uma ótima ideia instalar o ar-condicionado (quente/frio) estrategicamente no andar de cima. 

Relembrando as aulas de Física: O ar quente, sendo teimoso e leve, sobe e se recusa a descer para visitar quem está embaixo.

Com isso, lá embaixo, onde ficava a nossa cama gigante e maravilhosa, o ar quente era apenas uma lenda urbana. 

Que perrengue, hein! A ladeira a gente sobe de carro, mas o frio dentro de casa é um adversário mais difícil de combater. 

Mas só descobrimos isso na hora de dormir. Por enquanto, com exceção da ladeira, tudo estava as mil maravilhas. E antes que a noite caísse de vez sobre a serra, batemos ponto no Mirante e na Igreja São Benedito.


Com o anoitecer, a temperatura caiu, mas a nossa disposição para explorar a gastronomia só subiu!

A regra é clara — se tem montanha, tem que ter cerveja artesanal! Não dava para passar a primeira noite em Santo Antônio sem brindar à nossa chegada. Um brinde ao malte, ao lúpulo, a serra e as férias!


O centrinho de Santo Antônio tem aquele clima de "cidade do interior" que abraça a gente. Jantamos cercados por um baita frio (de sair fumacinha da boca), mas aproveitando cada detalhe desse clima serrano.


Com o estômago forrado e a cerveja artesanal devidamente degustada, voltamos para o chalé para nossa "primeira noite de sobrevivência". Mas isso vai ficar para o próximo post.



5 de março de 2026

VALE A PENA VER DE NOVO - TARUNDU

 ** DIA 29 DE JULHO DE 2025 **

O terceiro dia de viagem foi, oficialmente, o Dia do Atleta (ou do sobrevivente!) no Parque Tarundu. Se a Bia escolheu Campos por causa desse parque, ela sabia exatamente o que estava fazendo! Prepare o fôlego, porque esse relato tem mais subidas e descidas que a própria Serra da Mantiqueira.

O Tarundu é aquele lugar onde o fôlego acaba, mas a diversão não tem fim. Tinha patinação no gelo, arco e flecha, tiro esportivo, mini golf, paintball, cavalos... mas o nosso negócio era o ar! A adrenalina!


A Bia não esqueceu a última vez que estivemos aqui, e a missão de hoje era clara:  frio na barriga (além do frio da montanha, claro!).

A Bia e eu abrimos os trabalhos. Saltamos na tirolesa dupla com seus 800 metros de extensão e 60m de altura, enquanto o Sr. Dias, mais uma vez, assumia seu cargo de confiança: Guardião Oficial das Mochilas

Lá de cima a gente vira um pontinho no meio das araucárias. A sensação de liberdade é incrível, até você lembrar que está pendurada por um cabo enquanto o vento de julho corta o seu rosto! 


Depois foi a vez do Sr. Dias sentir o vento no rosto com a Bia. Ela, claro, parecia estar em casa — a "Miranha" de ontem criou asas!


Não satisfeitas em voar, fomos deslizar. A Bia foi primeiro e eu, em um momento de pura coragem (ou loucura), resolvi me aventurar também. É aquela sensação de rir para não gritar enquanto a bóia desce a rampa no melhor estilo "Velozes e Furiosos".



No final nossa dignidade vai embora e a gente fica soterrada nas bolinhas, só com os pezinhos pra cima.



Chegou a vez do Insano que não é tão insano assim. O nome é forte, impõe respeito, mas... a Bia e o Sr. Dias acharam ele bem... comportado. 



E na hora de ir embora, quando você acha que já deu, a adrenalina pede mais, então resolvi encarar a tirolesa de novo! E Bia, claro, me acompanhou nessa, mais uma vez!


A expectativa: Voar lindamente sobre o parque.

A realidade: Quase entregar a alma para o Criador subindo aqueles degraus intermináveis para chegar ao topo. Se eu sobrevivi àquela subida, eu sobrevivo a qualquer coisa nesta viagem. Mas valeu cada batimento cardíaco acelerado! É uma experiência única!

Encerramos nossa passagem por Campos do Jordão com a sensação de missão cumprida (e as panturrilhas pedindo arrego). Se a Bia queria aventura, ela teve o pacote completo!

Agora chegou a vez de desacelerar. Depois de toda a adrenalina no Tarundu, seguimos viagem para Santo Antônio do Pinhal para entrar no modo "zen-ostentação" pelos próximos 03 dias. 


Mas isso é coisa para o próximo post. ;)

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