15 de janeiro de 2026

1º DIA: MARATONA RIOMAR E PRAIA DOS ARTISTAS - ARACAJU

Depois daquela maratona noturna de ontem, a gente acorda e pensa: "o café da manhã vai compensar tudo!"

Sabe aquele banquete nordestino que a gente imagina, com vários bolos, sucos de frutas típicas da região, tapiocas quentinhas, e reposição instantânea? Pois é, ficou só na imaginação mesmo. 

Era pouca variedade, muita demora na reposição das coisas. O café da manhã foi quase um teste de paciência. 

Para completar, eu não sabia se os funcionários estavam com sono ou se o sorriso era cobrado à parte na conta do checkout. Eles estavam tão sérios que dava até medo de pedir um guardanapo e levar uma bronca.  

Pelo menos o recepcionista da madrugada estava sempre com um sorriso no rosto enquanto eu descia pela "milésima" vez. Agora, pensando bem... será que ele sorria para mim, num gesto de pura fofura hoteleira, ou sorria de mim, vendo aquela hóspede descendo as escadas em looping? Fica aí o questionamento filosófico da viagem. 

O importante é que, entre um suco inexistente e um queijo que não chegava nunca, a gente finalmente conseguiu forrar o estômago para começar a explorar Aracaju de verdade!

NOSSO PLANO:
Com o GPS devidamente programado, iniciamos nossa jornada. O plano era caminhar 3,1 km até o Shopping RioMar para resgatar o carro que alugamos. 

Na teoria parecia uma ótima ideia: "Vamos esticar as pernas, praticar o cardio do dia e conhecer a cidade!" Na prática: sob o sol escaldante de Aracaju - aquele que não só brilha, mas tenta te cozinhar vivo - pareceu a travessia do Saara.

No meio do caminho, com o asfalto quase derretendo nossos sapatos e o suor escorrendo, eu olhava em volta e só conseguia pensar: "Por que, em nome de tudo o que é mais sagrado, nós não viemos de Uber ou táxi?"

Eu já não caminhava mais, eu me arrastava. Cada passo era um teste de resistência física e emocional. 

O REFÚGIO:
Assim que avistamos o letreiro do RioMar, nossos olhos brilharam (ou talvez fosse só o suor escorrendo). Chegamos ao shopping não como turistas, mas como sobreviventes. Demos de cara com uma Casa Bauducco e ali mesmo encerrei minha maratona. Foi um momento de "salve-se quem puder"!

Eu e Bia nos jogamos em uma mesa, abraçamos uma garrafa de água bem gelada, agradecemos pelo ar-condicionado e ficamos ali tentamos recuperar a dignidade e a temperatura corporal. 

Sr. Dias, o herói da família, foi incumbido da missão solitária de desbravar os corredores do shopping para encontrar a locadora e, finalmente, nos dar o luxo de quatro rodas e ar-condicionado.

Depois do resgate do carro e do merecido descanso na Casa Bauducco, decidimos que a logística do dia pedia praticidade: almoçamos ali pelo shopping mesmo. 

Com a pança cheia e motorizados, voltamos para a pousada. O plano era simples e glorioso: Praia!


A MIRAGEM DA BEIRA-MAR:
A gente achava que o trauma da caminhada tinha ficado no asfalto, mas a Praia dos Artistas resolveu nos testar. Que faixa de areia é aquela?! Do calçadão até a água, a distância parecia maior que o voo do Rio para Aracaju.

Eu olhava para o mar, o mar olhava para mim, e a gente não se aproximava. Juro que quase abri o aplicativo pra ver se algum Uber topa-tudo aceitava fazer a corrida: Calçadão x Beira d'água.

No meio daquela travessia do "deserto Sergipano", surgiu o nosso salvador: um vendedor de praia que, percebendo nosso estado de "quase-derretimento", veio ao nosso encontro. Ele não só nos deu apoio moral para não desistirmos no meio do caminho, como montou um QG pra nós: mesa e cadeiras estrategicamente posicionadas onde a brisa batia e, o mais importante, cervejas estupidamente geladas.

Ali, com o pé na areia e o copo cheio, eu finalmente soltei o suspiro oficial: "Agora sim as férias começaram!". Estávamos no paraíso, ou pelo menos no camarote dele.


Mas, como nem tudo são flores (ou águas calmas), o mar de Aracaju resolveu mostrar quem manda. A Praia dos Artistas não estava para brincadeira. As ondas estavam empolgadas demais, o que deixou a Bia num mix de respeito e desânimo. Ela, que é do time das sereias, olhou para aquele balanço todo e decidiu que o melhor era ficar só na observação.

Ficamos ali só curtindo o visual, a cervejinha e o descanso merecido, enquanto a Bia provavelmente planejava, mentalmente, uma visita a piscina da pousada ou a um mar mais "comportado".

Para completar o cenário de "natureza selvagem", demos de cara com uma caravela-portuguesa encalhada na areia, bem ali do nosso lado. Aquele bicho roxo, brilhante e perigosíssimo serviu como o aviso final: "Podem olhar, mas não toquem!". Entre o mar agitado e a vizinha venenosa na areia, a Bia entendeu que aquele dia era mais para contemplação do que para mergulho.




JANTAR NA ORLA DE ATALAIA:
Terminamos a noite no agito da Orla de Atalaia. Escolher onde comer é quase tão difícil quanto atravessar aquela faixa de areia infinita da tarde, mas o clima compensa qualquer indecisão.

ARACAJU - A TERRA DO CAJU E DA MARATONA NA POUSADA

Prepare o coração (e as canelas), porque finalmente desembarcamos em solo Sergipano! Mas o nosso primeiro capítulo em Aracaju parece mais um episódio de "maratona noturna na pousada" do que um check-in de férias.

Bora conferir!


A CHEGADA:
Desembarcamos naquele horário em que o cérebro já está operando em modo de economia de energia - quase um zumbi - à uma da manhã. Nem a câmera conseguia fazer o foco.


Sorte que o táxi foi tão rápido que mal deu tempo de ensaiar o "oxe". Mas o que economizamos no trajeto, eu compensei em degraus. Estávamos cansados, doidos para mergulhar nos lençóis e acordar cedinho no dia seguinte, só que a pousada resolveu nos receber com uma "festa surpresa" no estilo "caça ao tesouro", onde o tesouro era o básico para a sobrevivência humana.


O DESERTO GELADO:
A primeira surpresa veio ao abrimos o frigobar. O deserto do Saara teria mais umidade. Estava tão vazio que dava até eco. Lá se foram Sr. Dias e Bia, os exploradores da madrugada, até a recepção em uma expedição em busca de água mineral.


A SAGA DAS TOALHAS:
Éramos três pessoas - a matemática é simples: 1 + 1 + 1 = 3. Mas, para a pousada, a conta parou no 2. Lá fui eu, pela primeira vez, fazer uma visita social ao recepcionista, para garantir que não precisássemos fazer "pedra, papel e tesoura" para ver quem iria dividir a toalha, até porque ela era tão fina, que eu acho que não aguentaria duas pessoas tentando usa-la.

E aqui a viagem ganha seu primeiro momento "como assim?". Descobri, por acaso, que a pousada não trabalha com toalhas de rosto. Sim, segundo o recepcionista, aquilo que possivelmente seria uma toalha de rosto, na verdade, era um tapete.

Oi? Eu fiquei encarando o recepcionista tentando entender. Será que eu estava com jet lag? Subi incrédula, mas aceitei o destino. O problema? O tal "tapete-disfarçado-de-toalha-de-rosto" também não estava no banheiro! Tive que descer de novo. 


O MISTÉRIO DO COBERTOR SUMIDO:
Sr. Dias já estava quase roncando em Sergipano quando percebemos o toque final: o quarto estava equipado apenas com aquele lençolzinho "de papel" que mal cobre o dedão do pé. Para quem veio do Rio, o ar-condicionado de hotel costuma transformar o quarto no cenário do filme Frozen em cinco minutos. E lá fui eu, pela terceira vez, em mais uma peregrinação até a recepção. Nessa altura, o recepcionista já devia estar achando que eu estava descendo só para bater papo.


Resumo da ópera: Fiz mais cardio subindo e descendo aquele hotel do que em todo o ano de 2025. No fim das contas, a gente não sabe se dormiu de cansaço ou de exaustão da "maratona da recepção". 😏


14 de janeiro de 2026

FÉRIAS EM ARACAJU

Em Janeiro fomos passar as férias em Aracaju, a cidade que não tem a pressa das metrópoles, nem o silêncio absoluto das vilas esquecidas. Ela é uma cidade-brisa, que se desenrola entre o abraço doce do rio e o beijo salgado do mar.

Além de Aracaju, passamos alguns dias em Piranhas, o coração de Pedra. Juntas, elas compõem o retrato de um Nordeste que transita entre o horizonte infinito do mar e o cânion profundo da história.


Em breve aqui no blog.

31 de julho de 2025

5º DIA: NOSTALGIA NO ÚLTIMO DIA DE VIAGEM - CAMPOS DO JORDÃO

** DIA 31 DE JULHO DE 2025 ** 

Nosso último dia de viagem chegou e, para fechar com chave de ouro, nossa primeira parada foi em um destino que já fazia parte da nossa história: o Parque Floresta Encantada.


A última vez que pisamos ali foi em 2013. A Bia era apenas uma "mini-Bia", e o mundo parecia bem maior aos olhos dela. Doze anos se passaram e, ao cruzarmos o portão, a surpresa: o parque continua praticamente o mesmo! É como se as casinhas de contos de fadas tivessem feito um pacto de conservação eterna, esperando a gente voltar.

O Sr. Dias, sempre com ótimas ideias, num surto de nostalgia disse: "Vamos refazer as fotos daquela época!"

E aí a diversão começou de verdade. Tentar reproduzir as mesmas poses, nos mesmos ângulos, depois de 12 anos, rendeu momentos hilários:


Em 2013, a Bia era uma miniatura que cabia confortavelmente no colo. Atualmente, seu crescimento tornou essa logística um tanto... complexa.

Aquela janelinha que em 2013 sobrava espaço, agora virou um desafio de ergonomia! 

Comparar a carinha de bebê da Bia com a versão 2025 no mesmo cenário foi um misto de: apertar o coração (de como o tempo voa), e satisfação (de como a gente continua com o mesmo espírito aventureiro).


O Sr. Dias levou a sério a missão de "diretor de fotografia", garantindo que cada detalhe das fotos originais fosse respeitado, na medida do possível, claro.


Tivemos que usar toda a nossa criatividade para recriar os ângulos. Foi um festival de "chega um pouco para o lado", "tenta agachar para parecer menor" e muitas risadas. O tempo passa, a Bia cresce, mas a nossa capacidade de pagar mico em família permanece intacta e maravilhosa!


Foi um daqueles momentos raros onde a gente percebe que, embora o parque não tenha mudado muita coisa, nós mudamos!

Saímos da Floresta Encantada com a alma leve, os celulares cheios de fotos "antes e depois" e a certeza de que a melhor parte de viajar em família é construir essas camadas de memórias sobre o mesmo lugar.


Depois de quase deslocarmos as costas tentando recriar as fotos da Bia no colo, nada como uma dose cavalar de açúcar e magia para recuperar as energias


SPINASSI: O AQUECIMENTO
A parada na Spinassi foi estratégica (e irresistível). Afinal, quem resiste a um chocolate? Principalmente na serra. É praticamente uma lei local!


Entramos para garantir o estoque, já que a loja fica estrategicamente "colada" no nosso próximo destino.



RESTAURANTE 3 VARINHAS: O RETORNO
A Bia, nossa bruxinha oficial e fã de carteirinha de Harry Potter, não deixou passar: já que estávamos em Campos do Jordão, tínhamos que voltar ao 3 Varinhas.


2022 vs. 2025: Da última vez que estivemos lá, o lugar estava mais badalado que o Baile de Inverno! Reservas disputadas, tempo cronometrado para comer e aquela agitação. Hoje o cenário era bem diferente. Apenas a nossa mesa e mais uma, em um silêncio que nem o feitiço Silencio conseguiria explicar.


Cadê o figurino? A magia parece ter ficado no guarda-roupa. Se antes havia funcionários a caráter, desta vez parecia que os bruxos tinham tirado folga e deixado os trouxas (nós!) no comando.


Mesmo sem o "show" completo e com esse ar de que a magia está dando uma descansada, a Bia adorou o retorno. No fim das contas, estar lá novamente já é um portal para as memórias de 2022.

Às vezes, o silêncio de um lugar vazio é o que a gente precisa para curtir o momento em família sem pressa, né?




PRANA PARK: A REVANCHE DA TIROLESA
Se em 2022 o Sr. Dias reinou sozinho na tirolesa enquanto a Bia olhava de longe com aquele frio na barriga, 2025 chegou para mudar o roteiro. O destino final da nossa viagem foi o Prana Park, e a Bia estava decidida: o medo ficou no passado!



Desta vez fomos todos! Eu e a Bia descemos juntas, encarando 1 km de extensão e 150 m de altura com o vento no rosto.

Logo atrás, o Sr. Dias desceu sozinho, provavelmente orgulhoso da coragem da nossa "pequena" que cresceu (e que agora voa!).

E se é para descer, que seja para o mundo ver (ou pelo menos para o nosso arquivo de memórias)! Contratamos um drone para filmar cada segundo da nossa descida. Nada de filmagem tremida de celular; tivemos direito a ângulos dignos de um filme do Tom Cruise.



O GRAND FINALE: O POR DO SOL
Depois da adrenalina lá no alto, o corpo pediu uma pausa. Fomos para o balanço e para as redes, aquele momento clássico de contemplação que o Prana proporciona.



Ficamos ali, sem pressa, até que o céu resolveu dar o seu próprio show. O pôr do sol veio nos  dizer "até logo", pintando o horizonte e encerrando a nossa viagem da maneira mais poética possível.







Que encerramento perfeito! De fotos antigas recriadas, drones nos perseguindo pela tirolesa e um por do sol magnífico. Essa viagem foi um verdadeiro mix de nostalgia e novas aventuras!


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