5 de março de 2026

VALE A PENA VER DE NOVO - TARUNDU

 ** DIA 29 DE JULHO DE 2025 **

O terceiro dia de viagem foi, oficialmente, o Dia do Atleta (ou do sobrevivente!) no Parque Tarundu. Se a Bia escolheu Campos por causa desse parque, ela sabia exatamente o que estava fazendo! Prepare o fôlego, porque esse relato tem mais subidas e descidas que a própria Serra da Mantiqueira.

O Tarundu é aquele lugar onde o fôlego acaba, mas a diversão não tem fim. Tinha patinação, arco e flecha, cavalos... mas o nosso negócio era o ar! A adrenalina!


A Bia não esqueceu a última vez que estivemos aqui, e a missão de hoje era clara:  frio na barriga (além do frio da montanha, claro!).

A Bia e eu abrimos os trabalhos. Saltamos na tirolesa dupla com seus 800 metros de extensão e 60m de altura, enquanto o Sr. Dias, mais uma vez, assumia seu cargo de confiança: Guardião Oficial das Mochilas

Lá de cima a gente vira um pontinho no meio das araucárias. A sensação de liberdade é incrível, até você lembrar que está pendurada por um cabo enquanto o vento de julho corta o rosto! 


Depois foi a vez do Sr. Dias sentir o vento no rosto com a Bia. Ela, claro, parecia estar em casa — o "Miranha" de ontem criou asas!


Não satisfeitas em voar, fomos deslizar. A Bia foi primeiro e eu, em um momento de pura coragem (ou loucura), resolvi me aventurar também. É aquela mistura de rir para não gritar enquanto a bóia decide o próprio caminho.



E no final, ficam só os pezinhos pra cima no meio de milhares de bolinhas.



Chegou a vez do Insano que não é tão insano assim. O nome é forte, mas a Bia e o Sr. Dias acharam ele bem... comportado. 



E quando você acha que já deu, a adrenalina pede mais. Resolvi encarar a tirolesa de novo!


A expectativa: Voar lindamente sobre o parque.

A realidade: Quase entregar a alma para o Criador subindo aqueles degraus intermináveis para chegar ao topo. Se eu sobrevivi àquela subida, eu sobrevivo a qualquer coisa nesta viagem! Valeu cada batimento cardíaco acelerado.

Encerramos nossa passagem por Campos do Jordão com a sensação de missão cumprida (e as panturrilhas pedindo arrego). Se a Bia queria aventura, ela teve o pacote completo!

Agora chegou a vez de desacelerar. Depois de toda a adrenalina no Tarundu, seguimos viagem para Santo Antônio do Pinhal para entrar no modo "zen-ostentação" pelos próximos 03 dias. 


Mas isso é coisa para o próximo post. ;)

O DIA DA "MIRANHA" E O ENCANTO DAS CEREJEIRAS

 ** DIA 28 DE JULHO DE 2025 **

Estreando sua touquinha do "Miranha" (o melhor investimento da viagem até agora), comprada na feirinha, Bia estava pronta para salvar a Mantiqueira -  ou pelo menos garantir as melhores fotos! Mas o dia parecia ter outros planos. Caiu uma baita chuva bem na hora que íamos sair. Para nossa sorte, ela só durou 30 minutos e garantiu boas fotos pela janela do quarto.




Mas quem tem um plano, tem tudo! Assim que as nuvens deram uma trégua, corremos para o Parque Capivari.


A Meta era Subir o teleférico no primeiro horário para fugir da multidão. Mas surgiu um Obstáculo: a regra anti-mochila nas cadeirinhas!

Viramos uma operação tática:

Equipe Aventura: Eu e Bia fomos de cadeirinha, sentindo o vento no rosto e dividindo o espaço com outra família de corajosos.


Equipe Logística: O Sr. Dias foi escalado para a cabine fechada, servindo de "mordomo das mochilas". Alguém precisava carregar o peso, né?


Lá no topo, Bia avistou o "portal para Hogwarts". Ela correu para a loja do Harry Potter e pediu a famosa cerveja amanteigada (sem álcool). 


O cartaz jurava que era igual à da Universal Studios...  Olha, a gente que já bateu ponto em Orlando sabe: passou foi longe!  Digamos que era uma "versão brasileira adaptada com muita criatividade". Valeu pela experiência, mas o paladar de quem conhece a original não perdoa!



Depois de tirarmos algumas (muitas) fotos, eu e Bia encaramos o Trenó das Montanhas debaixo de um chuvisquinho que deixou a pista mais emocionante (e o grito mais alto!)




Na descida do teleférico trocamos as figurinhas: eu assumi o posto de "Rainha das Mochilas" na cabine, enquanto o Sr. Dias e a Bia desceram balançando os pezinhos na cadeirinha.

Se você achou que o teleférico era a maior emoção do dia, está enganado! 

Depois de um café estratégico em uma chocolateria para recuperar o calor humano, seguimos para o Parque da Lagoinha.




O lugar é uma pintura viva. As cerejeiras pareciam estar ali só esperando a gente chegar. Tiramos tantas fotos que o cartão de memória da câmera pediu socoooorro.


Gastamos o orçamento em ração e viramos os melhores amigos das ovelhas, dos patinhos e dos peixinhos. Tinha até uns pintinhos fofos que quase fizeram a gente querer levar um pra casa.   







E a Bia? Bom, ela tem um radar para balanços. Encontrou dois pelo caminho e, claro, o tempo parou ali.



De volta à Vila Capivari, o ritual se repetiu: uma cervejinha artesanal para brindar o dia lindo, e aquela caminhada clássica para decidir onde jantar.



Para encerrar a noite, uma dose de adrenalina extra no carrinho bate-bate. Depois encaramos o lendário Pastelão do Maluf,  porque não dá para vir a Campos e não encarar esse gigante!



Encerramos o dia sem filas, com o coração quentinho, a alma lavada, com muita risada e a certeza de que a Universal ainda não abriu uma filial do Harry Potter na Mantiqueira! ;)



DE CAPIVARI AO TOPO DO MUNDO - Nosso 1º dia

 ** DE 27 À 30 DE JULHO DE 2025 **


Campos do Jordão, a cidade que desperta como um segredo sussurrado pelo vento entre as araucárias, foi o local escolhido, mais uma vez, como nosso próximo destino para as férias de inverno desse ano. 

Nosso "check-in" na Suíça Brasileira começou daquele jeito: malas no hotel (que é tão perto do centro que se eu tropeçar, caio dentro de um fondue) e direto para a missão principal: comer!

Almoçamos em um restaurante tão charmoso que tinha até um saxofonista dando trilha sonora para a nossa fome. Me senti em um filme de romance, só faltou o cachecol de seda e o sotaque europeu!


Depois, fomos bater perna por Capivari. A Praça é o lugar perfeito para ver a vida passar e fingir que o frio não está congelando a ponta do nariz.

Apesar do preçinho "salgado", decidimos ver Campos do alto da Sky Campos, a roda gigante que fica bem no centro do parque Capivari. A vista é incrível, mas o frio lá em cima é "raiz"! É aquele momento em que você reza para o vento não soprar, mas a foto compensa cada arrepio.



Depois de várias voltas na Sky Campos, como bons turistas raiz, fizemos a maratona do "corre que vai fechar!". Faltava 30 minutos para o encerramento da feirinha, então passamos apressados pelo túnel de guarda-chuvas (clichê necessário e fofíssimo!).


Vimos algumas lojinhas baixando as portas? Vimos. Mas a gente volta, porque o espírito consumista não descansa!

Para fechar com chave de ouro nosso tour pela feirinha, aquela foto clássica no Coração Gigante porque, se não tiver foto brega e fofa, a viagem nem valeu. 


Depois do momento "modelo no coração gigante", o frio resolveu mostrar quem é que manda na Mantiqueira. Voltamos para o Parque Capivari com uma missão: aquecer o corpo e a alma!

A nossa estratégia de sobrevivência foi dividida em três frentes:

Bia: Foi no clássico chocolate quente, porque se não sair com bigode de chocolate, você não foi para o frio.

Eu: Apostei no vinho quente (que aquece de dentro para fora).

Sr. Dias: Raiz que é raiz não abandona a cerveja artesanal nem se o termômetro marcar negativo. Ele que lute com o gelo no copo! 


Ficamos ali, instalados no frio congelante, observando o vai e vem das pessoas (cada look de inverno mais elaborado que o outro!), jogando conversa fora e rindo da nossa própria coragem de estar ali sentados enquanto o nariz começava a virar picolé.




Resumo do dia: 20% de frio, 30% de risadas e 50% de "olha que lugar bonitinho!"



E isso é só o começo! Amanhã tem mais!


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