19 de janeiro de 2026

5º DIA: LAGO DOS TAMBAQUIS - ARACAJU

Se o 4º dia foi de descanso, o 5º foi de pura adrenalina — e alguns sustos leves! Hoje o destino foi o Lago dos Tambaquis Eco Park. Chegamos com a confiança de quem vai apenas "curtir um day use", mas a realidade é um pouco mais… escamosa.

Na teoria, nadar com peixinhos parece poético. Na prática, quando você entra na água e vê aqueles tambaquis do tamanho de um pneu de caminhão vindo na sua direção sem a menor cerimônia, o coração dispara e o instinto é um só: CORRER! 


Eles nadam em volta sem a menor cerimônia, como se estivessem conferindo se a gente é comestível.

Mas para quem tem o nervosismo um pouco mais aflorado (ou preza pela integridade dos dedos dos pés), saber que o Eco Park oferece essa fuga estratégica para as piscinas é um alívio!


HORA DO RANGO (deles!):
Se você quer ver o caos instaurado, basta alguém comprar um saquinho de ração. O que era um nado sincronizado vira um "salve-se quem puder" versão aquática. Eles ficam doidos! Eu, sinceramente, passei boa parte do tempo vigiando minhas pernas. Vai que um deles me confunde com um petisco gigante?


ATLETAS OU TRAPALHÕES?
Enquanto eu tentava manter a dignidade entre os peixes, a Bia e o Sr. Dias resolveram mostrar suas habilidades náuticas:

  • Caiaque: Bia e Sr. Dias navegaram como profissionais (ou quase isso).


  • Stand up paddle (estilo próprio): Bia nem tentou, ela sabia que seu equilíbrio tinha decidido tirar folga, então o Stand up foi devidamente convertido em "Sit up paddle", que é muito mais seguro para a dignidade humana.


  • O Desafio Inflável: Bia tentou atravessar o brinquedão inflável sobre a água, mas a gravidade venceu e ela não conseguiu chegar ao outro lado, mas rendeu boas risadas!


Dica de Ouro: Se você quer economizar, existem vários restaurantes ao redor da lagoa onde também dá para nadar com os peixes pagando menos. Mas se quer a estrutura de clube, o Eco Park vale o investimento!


UMA NOITE DE MAGIA (E HAMBÚRGUER): 
Depois de passarmos o dia todo sendo "escoltados" pelos peixes, a fome bateu forte. Ontem tínhamos avistado o Casarão Fantástico e hoje fomos conferir. 

Que descoberta! O ambiente é super divertido e os lanches bem gostosos. 


É uma hamburgueria temática muito legal, perfeita para quem gosta de cultura pop, filmes e aquele clima nostálgico. Lá tem de tudo: de Game of Thrones a Harry Potter. Mas sejamos sinceros: com a nossa bruxinha a bordo, o foco era um só.


O lugar não era apenas uma opção de jantar, era quase uma convocação do Ministério da Magia!



Para quem achava que a cota de magia tinha acabado em outras viagens, a hamburgueria temática entregou tudo. O destaque da noite foi a Cerveja Amanteigada sem álcool.

Para a Bia, a cerveja amanteigada daqui superou (e muito!) a experiência de Campos do Jordão. Parece que os bruxos de Aracaju têm um ingrediente secreto especial. 🍻


Saldo do dia: Pernas intactas (os tambaquis só queriam amizade mesmo) e estômago muito feliz!

Amanhã pegaremos a estrada. Pra onde será que iremos?


18 de janeiro de 2026

4º DIA: MARÉ MANSA - ARACAJU

 Ah, o quarto dia! O famoso "dia de lagartear", onde a única meta é ver o tempo passar devagar enquanto a gente se pergunta se realmente precisa voltar para a vida real.

REDE, SOMBRA E ÁGUA FRESCA:
Hoje foi dia de bater o ponto na preguiça. Escolhemos o Maré Mansa, na Praia do Robalo, e olha... o nome não é propaganda enganosa. O lugar é um convite oficial ao sedentarismo praiano.

Mal pisamos na areia e a Bia já ativou o modo "radar de conforto". Ela avistou uma mesa na parte coberta, com uma rede balançando bem na frente. Ela fixou o olhar nela como se fosse um tesouro pirata e se instalou ali com a autoridade de quem é dona do beach club. Se alguém ousasse sentar ali, ela provavelmente invocaria o estatuto da criança e do adolescente. 

Ganhamos o lugar e passamos o dia ali: sombra, água fresca e tudo mais que precisávamos para o nosso "esforço" de não fazer nada.


THE VOICE:
O entretenimento ficou por conta da música ao vivo, que foi um show à parte (literalmente):

O Primeiro Artista: Digamos que ele economizou no carisma e na afinação. A gente trocava olhares tipo: "Será que é o sal ou ele realmente errou o tom de novo?".

O Segundo Artista: O homem era uma usina de energia. Ele pulava e ia até a areia puxar o povo para dançar. A vibração era tanta que, no final, eu já estava achando tudo divertidíssimo e quase entrando na coreografia (QUASE!). O carisma dele salvou o dia!

REVEZAMENTO: 
O mar do Robalo resolveu pedir desculpas pelo agito da Praia dos Artistas no primeiro dia. Não estava nenhuma seda, mas pelo menos dava pra entrar sem medo de ser arremessado na areia. 

Mas, como a vida de pais não é só sombra, eu e o Sr. Dias montamos um esquema de revezamento olímpico:

  • Um vai para a água com a Bia (e finge que tem energia);

  • O outro fica na base, protegendo a rede e garantindo que o petisco não esfrie.

PÔR DO SOL:
Quando o sol começou a baixar e o corpo já estava devidamente "empanado" de areia e sal, o meu espírito de guia turística deu as caras. Como estávamos ali do ladinho, fiz a sugestão de mestre: Orla do Pôr do Sol?! A adesão foi imediata!

Diferente do que se imagina de pontos turísticos famosos, a orla estava deliciosa e sem aquele formigueiro de gente. Tinha o movimento exato para dar vida ao lugar, mas sem tirar a paz que o dia pedia.

Achamos nosso "camarote" de grama. Estendemos a canga (o acessório mais versátil da humanidade).

Ficamos ali, os três, assistindo o sol mergulhar com uma calma que só Aracaju proporciona deixando o céu dar aquele show de cores que faz qualquer filtro do Instagram passar vergonha.






Foi o fecho de ouro para um dia onde a nossa única ocupação foi, de fato, não ter ocupação nenhuma.


17 de janeiro de 2026

3º DIA: AVENTURA MARÍTIMA FRUSTRADA - ARACAJU

Hoje o dia começou com promessa de cruzeiro de luxo e terminou com a gente se sentindo no filme Náufragos! 

Vamos para mais um dia de aventura em Aracaju!

A saga começou na Orla do Pôr do Sol. O plano era pegar um barquinho charmoso e relaxar na famosa Croa do Goré. 

A BATALHA DO EMBARQUE: 
Chegamos achando que seria tudo tranquilo. Que haveria um barqueiro super simpático que nos colocaria em uma embarcação e nos levaria até lá. Doce ilusão! A organização estava mais para "salve-se quem puder". Os barqueiros ignorando solenemente nosso trio e caçando grupos maiores.

Cansados da invisibilidade e de esperar o "milagre da multiplicação dos passageiros invisíveis", o Sr. Dias não deixou barato: "Vamos de passeio privado!". Viramos VIP´s no grito (e no bolso)! Pelo menos assim teríamos a lancha só para nós.

TOUR COMPLETO: O Bom, o Lodo e o Horroroso 
Já que era pra ser VIP, vamos logo de tour completo! 

Parada 1 - Ilha dos Namorados: Um nome romântico, um visual de cartão-postal, mas o chão... ah, o chão! Parecia que estávamos pisando em um quiabo gigante. Aquele lodo escorregadio transforma qualquer caminhada na água em uma patinação artística involuntária. 



Sem contar que não há infraestrutura no local. Até vimos uma tenda com mesas e cadeiras, mas o barqueiro logo avisou: "Ali é só para o pessoal do Catamarã!". Ou seja, a gente olha, mas se não tiver a pulseirinha do catamarã, tem que passar direto. Éramos VIPs, mas nem tanto!



Parada 2 - Praia do Viral: Aqui o jogo virou! Um verdadeiro achado! Que delícia de lugar! Água morna, calma, sem ondas, vazio... um verdadeiro spa natural. Estava uma delícia, mas a ansiedade pela Croa do Goré falava mais alto. Mal sabíamos nós...





Parada 3 - Croa do Goré: Quando finalmente chegamos ao ponto alto do passeio, a expectativa caiu mais rápido que a bolsa de valores. O ápice do passeio virou o ápice do perrengue! O que era para ser um banco de areia paradisíaco parecia uma ilha de náufragos. Não tinha mais mesa disponível, nem cadeiras, e a maré subindo sem dó! 


Ficamos ali, em pé na água, segurando as bolsas, cercado de gente, olhando um para o outro com cara de "o que estamos fazendo aqui?"

Nada de mostrar bumbum de biquini nesse blog

Um vendedor de coco, vendo nosso drama, se sensibilizou. Ele "brotou" com uma mesinha salvadora num cantinho. Mas óbvio: a sensibilidade dele tinha preço, e ele já mandou o valor da mesa antes mesmo de a gente sentar! 

Duramos bravamente uns 30 minutos fingindo que éramos náufragos chiques, tomando uma água de coco e um suco de laranja super faturados, e pedimos o resgate! 🆘
Censura nos biquinis. :)

Saímos da Croa do Goré na mesma rapidez que a maré subia! Mas ó, pelo menos o passeio de barco privado teve sua vantagem: o resgate foi expresso! Enquanto o resto do pessoal lutava contra a subida da maré, a gente já estava no barco, voltando para o cais.

Se soubessemos o que nos esperava, teríamos ficado na Praia do Viral, que estava perfeita!

Depois dessa "expedição" marítima conturbada, desembarcamos com aquela cara de quem sobreviveu ao Titanic, mas a vibe VIP não podia morrer! Fomos direto para o restaurante ao lado do cais para recuperar as energias.

A Bia atacou uma rodada de pastéis quentinhos. Para acompanhar, pedimos aquela porção caprichada de camarão ao alho e óleo para coroar nossa tarde de "náufragos de luxo". Mas, para completar o dia de perrengues, os camarões chegaram nos encarando! Sim, todos com cabeça, antena e tudo! Um verdadeiro "ecaaaa" coletivo... Para quem não é fã de ficar olhando nos olhos do almoço (ou de ter que "decapitar" o bichinho), receber o camarão assim, inteiro, não foi legal. A Bia não chegou nem perto deles, ficou só no pastelzinho, que é sucesso garantido e não tem olhos.

Mas ficamos ali sentados, sem pressa, tirando as cabeças dos nossos camarões, sem maré subindo no joelho e, o melhor de tudo: com os pés bem longe do quiabo gigante que habita o fundo do rio.

Até cogitamos a ideia romântica de esperar o pôr do sol ali mesmo na orla, mas o relógio marcava 15:30 e a paciência para esperar o sol decidir descer era pouca.

Então: "Bora para o nosso porto seguro!". Partimos para o nosso point diário, a Orla de Atalaia. Nada como um lugar que a gente já conhece e confia para curar o trauma da Croa "afundando" e dos camarões zoiudos!

O que será que nos aguarda amanhã?

16 de janeiro de 2026

2º DIA: IMERSÃO CULTURAL - ARACAJU

Depois de um dia digno de triatlo — entre caminhadas no asfalto e na areia — no segundo dia o nosso corpo pediu uma trégua. Decidimos que a manhã seria dedicada ao sagrado direito de não fazer absolutamente nada. Acordamos mais tarde, curtimos a preguiça no quarto e recarregamos as baterias, porque a tarde prometia cultura (e mais algumas fotos para o álbum da família).

MISSÃO: GENTE SERGIPANA:
À tarde, devidamente motorizados e sem suar em bicas, fomos conhecer o Museu da Gente Sergipana. Que gracinha de lugar!

Sabe aquele museu chato, com placa de "não toque" e aquele silêncio de biblioteca? Esquece! O museu da Gente Sergipana é quase uma "Disney" da cultura nordestina. É tecnológico, interativo e tem aquele borogodó que faz a gente se sentir em casa. 

A aventura no museu começou com a gente tentando entender o "sergipanês" nas paredes cheias de  palavras que a gente não faz a menor ideia do que quer dizer.


Depois foi a vez do passeio sensorial por diversas paisagens nesse barquinho. Ele realmente parece navegar por diferentes ecossistemas. 


Em 2024 a NASA lançou uma campanha mundial para enviar mensagens ao espaço. A carta de Elica Silva, escrita em versos de cordel, transformando a preocupação com o meio ambiente e o amor pela Terra em poesia puramente sergipana, foi selecionada entre 40 mil textos do mundo inteiro e pegou carona em um foguete rumo às estrelas. E lá no museu está um áudio dessa carta!





No museu tem uma sala com uma exposição do Beto Pezão. Ele é um mestre da argila que decidiu que o corpo humano precisava de uma... digamos... base mais sólida. Suas esculturas têm os pés gigantescos!


Olhando para aquelas estátuas, eu só conseguia lembrar da nossa caminhada até o Shopping RioMar. A gente chegou lá se sentindo exatamente assim: com os pés parecendo pesar uma tonelada. 

E sabe qual a melhor parte para quem já gastou o orçamento com Uber imaginário e cerveja na praia: a entrada ao museu é gratuita! A única coisa que abriu a carteira foi o estacionamento interno, mas valeu cada centavo pela conveniência de não ter que andar mais 3 km no sol.

OS SENTINELAS DO LARGO:
Depois de tanta cultura, pés gigantes e cartas espaciais, a gente atravessou a rua para ver os gigantes do Largo da Gente Sergipana. 

Foto tirada da internet

As esculturas gigantes que representam as manifestações culturais do estado, flutuando sobre o rio Sergipe, são o fundo perfeito para aquela sessão de fotos em família. Posamos com cada uma das estátuas, garantindo que nenhuma ficasse de fora do nosso registro.





PERDIDOS (E ACHADOS) NO CENTRO:
Pegamos o possante e fomos desbravar o Centro de Aracaju. Estacionamos em frente a Catedral Metropolitana, e demos aquelas voltinhas clássicas de turista, observando o movimento e a arquitetura. 


Chegamos na Praça Fausto Cardoso e ficamos admirando a arquitetura ao seu redor: um coreto, o Palácio Olímpio Campos, a Assembléia Legislativa e algumas esculturas. 




Quando o sol começou a dar sinais de que ia se pôr — pintando aquele céu maravilhoso — decidimos que era hora de bater em retirada.


O "LOOPING" DA ORLA DE ATALAIA:
Voltamos para a Orla de Atalaia e ficamos ali, num "looping" infinito, dando voltas e mais voltas a pé, admirando o movimento, os Arcos e o vai-e-vem do pessoal.



O INTRUSO NA HISTÓRIA:
Paramos no Monumento aos Formadores de Nacionalidade para uma foto. Lá estavam o Barão do Rio Branco, Dom Pedro II, Joaquim Nabuco.... e (o Sr. Dias?) Sim, ele resolveu se infiltrar no grupo! Ele estava com uma pose tão imponente ao lado das estátuas de bronze que, por um segundo, a gente quase acreditou que ele fazia parte daquela turma. 😁


Quando a fome começou a bater mais forte que as ondas da Praia dos Artistas, decidimos que era hora de comer. 

Encerramos o dia com um jantar caprichado!


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