18 de janeiro de 2026

4º DIA: MARÉ MANSA - ARACAJU

 Ah, o quarto dia! O famoso "dia de lagartear", onde a única meta é ver o tempo passar devagar enquanto a gente se pergunta se realmente precisa voltar para a vida real.

REDE, SOMBRA E ÁGUA FRESCA:
Hoje foi dia de bater o ponto na preguiça. Escolhemos o Maré Mansa, na Praia do Robalo, e olha... o nome não é propaganda enganosa. O lugar é um convite oficial ao sedentarismo praiano.

Mal pisamos na areia e a Bia já ativou o modo "radar de conforto". Ela avistou uma mesa na parte coberta, com uma rede balançando bem na frente. Ela fixou o olhar nela como se fosse um tesouro pirata e se instalou ali com a autoridade de quem é dona do beach club. Se alguém ousasse sentar ali, ela provavelmente invocaria o estatuto da criança e do adolescente. 

Ganhamos o lugar e passamos o dia ali: sombra, água fresca e tudo mais que precisávamos para o nosso "esforço" de não fazer nada.


THE VOICE:
O entretenimento ficou por conta da música ao vivo, que foi um show à parte (literalmente):

O Primeiro Artista: Digamos que ele economizou no carisma e na afinação. A gente trocava olhares tipo: "Será que é o sal ou ele realmente errou o tom de novo?".

O Segundo Artista: O homem era uma usina de energia. Ele pulava e ia até a areia puxar o povo para dançar. A vibração era tanta que, no final, eu já estava achando tudo divertidíssimo e quase entrando na coreografia (QUASE!). O carisma dele salvou o dia!

REVEZAMENTO: 
O mar do Robalo resolveu pedir desculpas pelo agito da Praia dos Artistas no primeiro dia. Não estava nenhuma seda, mas pelo menos dava pra entrar sem medo de ser arremessado na areia. 

Mas, como a vida de pais não é só sombra, eu e o Sr. Dias montamos um esquema de revezamento olímpico:

  • Um vai para a água com a Bia (e finge que tem energia);

  • O outro fica na base, protegendo a rede e garantindo que o petisco não esfrie.

PÔR DO SOL:
Quando o sol começou a baixar e o corpo já estava devidamente "empanado" de areia e sal, o meu espírito de guia turística deu as caras. Como estávamos ali do ladinho, fiz a sugestão de mestre: Orla do Pôr do Sol?! A adesão foi imediata!

Diferente do que se imagina de pontos turísticos famosos, a orla estava deliciosa e sem aquele formigueiro de gente. Tinha o movimento exato para dar vida ao lugar, mas sem tirar a paz que o dia pedia.

Achamos nosso "camarote" de grama. Estendemos a canga (o acessório mais versátil da humanidade).

Ficamos ali, os três, assistindo o sol mergulhar com uma calma que só Aracaju proporciona deixando o céu dar aquele show de cores que faz qualquer filtro do Instagram passar vergonha.






Foi o fecho de ouro para um dia onde a nossa única ocupação foi, de fato, não ter ocupação nenhuma.


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