Depois de um dia digno de triatlo — entre caminhadas no asfalto e na areia — no segundo dia o nosso corpo pediu uma trégua. Decidimos que a manhã seria dedicada ao sagrado direito de não fazer absolutamente nada. Acordamos mais tarde, curtimos a preguiça no quarto e recarregamos as baterias, porque a tarde prometia cultura (e mais algumas fotos para o álbum da família).
MISSÃO: GENTE SERGIPANA:
À tarde, devidamente motorizados e sem suar em bicas, fomos conhecer o Museu da Gente Sergipana. Que gracinha de lugar!
Sabe aquele museu chato, com placa de "não toque" e aquele silêncio de biblioteca? Esquece! O museu da Gente Sergipana é quase uma "Disney" da cultura nordestina. É tecnológico, interativo e tem aquele borogodó que faz a gente se sentir em casa.
A aventura no museu começou com a gente tentando entender o "sergipanês" nas paredes cheias de palavras que a gente não faz a menor ideia do que quer dizer.
Depois foi a vez do passeio sensorial por diversas paisagens nesse barquinho. Ele realmente parece navegar por diferentes ecossistemas.
Em 2024 a NASA lançou uma campanha mundial para enviar mensagens ao espaço. A carta de Elica Silva, escrita em versos de cordel, transformando a preocupação com o meio ambiente e o amor pela Terra em poesia puramente sergipana, foi selecionada entre 40 mil textos do mundo inteiro e pegou carona em um foguete rumo às estrelas. E lá no museu está um áudio dessa carta!
No museu tem uma sala com uma exposição do Beto Pezão. Ele é um mestre da argila que decidiu que o corpo humano precisava de uma... digamos... base mais sólida. Suas esculturas têm os pés gigantescos!
Olhando para aquelas estátuas, eu só conseguia lembrar da nossa caminhada até o Shopping RioMar. A gente chegou lá se sentindo exatamente assim: com os pés parecendo pesar uma tonelada.

E sabe qual a melhor parte para quem já gastou o orçamento com Uber imaginário e cerveja na praia: a entrada ao museu é gratuita! A única coisa que abriu a carteira foi o estacionamento interno, mas valeu cada centavo pela conveniência de não ter que andar mais 3 km no sol.
OS SENTINELAS DO LARGO:
Depois de tanta cultura, pés gigantes e cartas espaciais, a gente atravessou a rua para ver os gigantes do Largo da Gente Sergipana.
As esculturas gigantes que representam as manifestações culturais do estado, flutuando sobre o rio Sergipe, são o fundo perfeito para aquela sessão de fotos em família. Posamos com cada uma das estátuas, garantindo que nenhuma ficasse de fora do nosso registro.
PERDIDOS (E ACHADOS) NO CENTRO:
Pegamos o possante e fomos desbravar o Centro de Aracaju. Estacionamos em frente a Catedral Metropolitana, e demos aquelas voltinhas clássicas de turista, observando o movimento e a arquitetura.
Chegamos na Praça Fausto Cardoso e ficamos admirando a arquitetura ao seu redor: um coreto, o Palácio Olímpio Campos, a Assembléia Legislativa e algumas esculturas.
Quando o sol começou a dar sinais de que ia se pôr — pintando aquele céu maravilhoso — decidimos que era hora de bater em retirada.
O "LOOPING" DA ORLA DE ATALAIA:
Voltamos para a Orla de Atalaia e ficamos ali, num "looping" infinito, dando voltas e mais voltas a pé, admirando o movimento, os Arcos e o vai-e-vem do pessoal.
O INTRUSO NA HISTÓRIA:Paramos no Monumento aos Formadores de Nacionalidade para uma foto. Lá estavam o Barão do Rio Branco, Dom Pedro II, Joaquim Nabuco.... e (o Sr. Dias?) Sim, ele resolveu se infiltrar no grupo! Ele estava com uma pose tão imponente ao lado das estátuas de bronze que, por um segundo, a gente quase acreditou que ele fazia parte do grupo. 😁
Quando a fome começou a bater mais forte que as ondas da Praia dos Artistas, decidimos que era hora de comer.
Encerramos o dia com um jantar caprichado!
Nenhum comentário:
Postar um comentário