17 de janeiro de 2026

3º DIA: AVENTURA MARÍTIMA FRUSTRADA - ARACAJU

Hoje o dia começou com promessa de cruzeiro de luxo e terminou com a gente se sentindo no filme Náufragos! 

Vamos para mais um dia de aventura em Aracaju!

A saga começou na Orla do Pôr do Sol. O plano era pegar um barquinho charmoso e relaxar na famosa Croa do Goré. 

A BATALHA DO EMBARQUE: 
Chegamos achando que seria tudo tranquilo. Que haveria um barqueiro super simpático que nos colocaria em uma embarcação e nos levaria até lá. Doce ilusão! A organização estava mais para "salve-se quem puder". Os barqueiros ignorando solenemente nosso trio e caçando grupos maiores.

Cansados da invisibilidade e de esperar o "milagre da multiplicação dos passageiros invisíveis", o Sr. Dias não deixou barato: "Vamos de passeio privado!". Viramos VIP´s no grito (e no bolso)! Pelo menos assim teríamos a lancha só para nós.

TOUR COMPLETO: O Bom, o Lodo e o Horroroso 
Já que era pra ser VIP, vamos logo de tour completo! 

Parada 1 - Ilha dos Namorados: Um nome romântico, um visual de cartão-postal, mas o chão... ah, o chão! Parecia que estávamos pisando em um quiabo gigante. Aquele lodo escorregadio transforma qualquer caminhada na água em uma patinação artística involuntária. 



Sem contar que não há infraestrutura no local. Até vimos uma tenda com mesas e cadeiras, mas o barqueiro logo avisou: "Ali é só para o pessoal do Catamarã!". Ou seja, a gente olha, mas se não tiver a pulseirinha do catamarã, tem que passar direto. Éramos VIPs, mas nem tanto!



Parada 2 - Praia do Viral: Aqui o jogo virou! Um verdadeiro achado! Que delícia de lugar! Água morna, calma, sem ondas, vazio... um verdadeiro spa natural. Estava uma delícia, mas a ansiedade pela Croa do Goré falava mais alto. Mal sabíamos nós...





Parada 3 - Croa do Goré: Quando finalmente chegamos ao ponto alto do passeio, a expectativa caiu mais rápido que a bolsa de valores. O ápice do passeio virou o ápice do perrengue! O que era para ser um banco de areia paradisíaco parecia uma ilha de náufragos. Não tinha mais mesa disponível, nem cadeiras, e a maré subindo sem dó! 


Ficamos ali, em pé na água, segurando as bolsas, cercado de gente, olhando um para o outro com cara de "o que estamos fazendo aqui?"

Nada de mostrar bumbum de biquini nesse blog

Um vendedor de coco, vendo nosso drama, se sensibilizou. Ele "brotou" com uma mesinha salvadora num cantinho. Mas óbvio: a sensibilidade dele tinha preço, e ele já mandou o valor da mesa antes mesmo de a gente sentar! 

Duramos bravamente uns 30 minutos fingindo que éramos náufragos chiques, tomando uma água de coco e um suco de laranja super faturados, e pedimos o resgate! 🆘
Censura nos biquinis. :)

Saímos da Croa do Goré na mesma rapidez que a maré subia! Mas ó, pelo menos o passeio de barco privado teve sua vantagem: o resgate foi expresso! Enquanto o resto do pessoal lutava contra a subida da maré, a gente já estava no barco, voltando para o cais.

Se soubessemos o que nos esperava, teríamos ficado na Praia do Viral, que estava perfeita!

Depois dessa "expedição" marítima conturbada, desembarcamos com aquela cara de quem sobreviveu ao Titanic, mas a vibe VIP não podia morrer! Fomos direto para o restaurante ao lado do cais para recuperar as energias.

A Bia atacou uma rodada de pastéis quentinhos. Para acompanhar, pedimos aquela porção caprichada de camarão ao alho e óleo para coroar nossa tarde de "náufragos de luxo". Mas, para completar o dia de perrengues, os camarões chegaram nos encarando! Sim, todos com cabeça, antena e tudo! Um verdadeiro "ecaaaa" coletivo... Para quem não é fã de ficar olhando nos olhos do almoço (ou de ter que "decapitar" o bichinho), receber o camarão assim, inteiro, não foi legal. A Bia não chegou nem perto deles, ficou só no pastelzinho, que é sucesso garantido e não tem olhos.

Mas ficamos ali sentados, sem pressa, tirando as cabeças dos nossos camarões, sem maré subindo no joelho e, o melhor de tudo: com os pés bem longe do quiabo gigante que habita o fundo do rio.

Até cogitamos a ideia romântica de esperar o pôr do sol ali mesmo na orla, mas o relógio marcava 15:30 e a paciência para esperar o sol decidir descer era pouca.

Então: "Bora para o nosso porto seguro!". Partimos para o nosso point diário, a Orla de Atalaia. Nada como um lugar que a gente já conhece e confia para curar o trauma da Croa "afundando" e dos camarões zoiudos!

O que será que nos aguarda amanhã?

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