21 de novembro de 2011

GLACIAR MARTIAL E PASO GARIBALDI

Hoje o dia já começou diferente. Decidimos alquilar (alugar) um carro para conhecermos os lagos escondidos e fagnano.

Quando achávamos que a Patagônia já havia nos mostrado toda a sua beleza, e que não nos surpreenderia mais, ela vem e nos arrebata!

Depois de percorremos lindas estradas com montanhas nevadas ao fundo (ruta 40), de caminharmos sobre uma geleira (Perito Moreno), de conhecermos um lago de cor inacreditável (huemul), de caminharmos com pinguins (ilha Martillo) e de ficarmos frente a frente com um zorro colorado (parque nacional da terra do fogo), pegamos um dia de neve! Sim, hoje nevou por aqui! Foi uma nevezinha discreta, nenhuma nevasca, mas foi o suficiente para ficarmos felizes da vida, já que nunca havíamos visto neve.
As surpresas do dia começaram durante o desayuno (café da manhã). Começou a cair uma chuvinha fina e com ela alguns floquinhos de neve. Na hora achei que estivesse ventando lá fora e que aquilo fosse poeira, pois os flocos eram bem pequeninos, mas ao reparar bem notei que não era poeira, e sim neve! Caiu um pouco e depois parou. Descemos até a San Martin (avenida principal) e fomos até a Localiza (que fica numa rua transversal a San Martin) pegar o carro que havíamos reservado. No caminho mais neve, mas ainda discreta.Como carro em mãos (corsa wagon), aproveitamos que o dia estava propício a nevar e fomos conhecer o Glaciar Martial. Assim que chegamos no estacionamento a neve voltou a cair.
Subimos de aerosillas (teleférico) por AR$ 50,00 por pessoa (ida e volta), mas quem preferir pode subir pela trilha sem pagar nada.
Quando chegamos lá em cima a neve já havia parado, mas voltou a cair depois de alguns minutos. Ela ficou assim durante todo o dia, caía e parava, caía e parava. Teve um momento em que ela caiu bastante, pra nossa alegria!
Se reparar bem dá pra ver os floquinhos caindo na foto abaixo. :)
Sempre achei que neve fosse igual a bolinhas de isopor e foi uma surpresa ver aquele floquinho igualzinho vemos nos símbolos. rs..
Lá em cima estava um frio daqueles!! Nosso termômetro marcava - 5ºC.
Não fomos até muito alto, pois o frio estava de rachar. Minhas mãos estavam mega geladas e o Cris também devia estar sentindo muito frio nas pernas (apesar de dizer que não), pois estava apenas com uma calça de pano.
Ta aí, pra nós esse foi o ponto alto da viagem!

Depois de nos deliciarmos com a neve, seguimos em direção ao lago Escondido, mas não conseguimos chegar até ele pois a estrada, que é de terra, estava cheia de lama, e o carro começou a derrapar. Decidimos voltar pois estávamos com medo de ficarmos atolados na lama.

Na volta paramos no Paso Garibaldi, um mirante que fica na beira da estrada de onde é possível ver o lago escondido e uma parte do lago fagnano.
Ao fundo o lago escondido e um pedacinho pequeno do lago fagnano (bem lá atrás).
A estrada estava belíssima, cheia de neve!
Quando voltamos para a cidade decidimos ir até a Bahia Encerrada para tiramos uma foto da cidade ao anoitecer.
O problema maior foi ficarmos lá esperando a noite cair, já que aqui nessa época do ano anoitece depois das 22h. Batemos a foto às 22:30 e ainda não estava totalmente escuro. :)

20 de novembro de 2011

PASSEIO PELO CANAL DE BEAGLE

Reservamos com a empresa Canoero Catamaranes o passeio pelo Canal de Beagle, passando pelo farol les Eclaireurs, isla lobos, isla pajaros e trekking na isla Bridges, para às 15:30.
O tempo não estava lá grandes coisas, mas por aqui isso parece ser normal, já que não pegamos nenhum dia de céu azul. :) Quando foi perto de 12h começou a chover e não parou mais. Bem, na verdade parou sim, depois que desembarcamos. :)
Ao comprarmos o passeio não fomos avisados de que teríamos que pagar uma taxa de embarque no porto. Se tivessem nos avisado teríamos pago na hora que chegamos para acertar o passeio, evitando a fila que estava na hora em que chegamos para o embarque.
Fomos no catamarã Elizabetta e a primeira parada foi no farol les Eclaireurs.
A segunda parada foi na ilha dos lobos. Tive que improvisar uma proteção para a câmera por causa da chuva. Tirei o capuz do meu casaco e enrolei nela p/poder fotografar as ilhas da parte externa do catamarã. Não deu pra tirar muitas fotos, mas foi o suficiente para guardarmos de lembrança.
A terceira parada foi na ilha dos pássaros e depois na ilha bridges, onde descemos para uma pequena caminhada.
Me parece que essa caminhada na ilha bridges é legal quando o tempo está bom, pois assim podemos ter uma vista panorâmica da cidade. Como no nosso caso o tempo não estava bom, não conseguimos ver nada.
Não sei se foi por causa da chuva, mas achei o passeio muito fraco. Acho que o tempo de parada nas ilhas foi pouco. Talvéz seja melhor com o tempo bom, ou pelo menos sem chuva, sei lá!


Informações Gerais:
Empresa: Canoero Catamaranes
Valor: AR$ 200,00 (por pessoa) + AR$ 7,00 (por pessoa) de taxa de embarque - (valores em novembro de 2011).

19 de novembro de 2011

PARQUE NACIONAL DA TERRA DO FOGO

Hoje fomos conhecer o Parque Nacional da Terra do Fogo, localizado a 11 km de Ushuaia. Reservamos o transporte aqui mesmo na pousada, e às 10h ele passou para nos buscar.
Descemos na Bahia Ensenada, onde pegamos a senda costeira.
A trilha é uma gracinha, cheia de pequenas prainhas. Mas o frio estava de arrasar. Outro dia compramos um termômetro (chaveiro) e o colocamos na mochila pra termos uma ideia da temperatura. Nesse dia ele estava marcando abaixo de 05ºC. Pena que não encontramos um desses no início da viagem para sabermos quanto pegamos em El Calafate e El Chaltén.
Em um determinado momento na trilha avistamos um zorro colorado bem pertinho de duas turistas que estavam a alguns metros de nós. Quando elas o viram tomaram o maior susto, e pelo jeito ele também pois se enfiou no mato.
Mais adiante fomos nós que tivemos a sorte de ficarmos bem pertinho dele! Estávamos caminhando pela trilha e de repente, quando nos viramos para fotografar, vimos as turistas do outro lado da prainha fazendo sinal e apontando. Quando olhamos atrás de nós, lá estava ele, bem tranquilão.
O mais engraçado foi que ele ficou fazendo graça pra nós. Se jogou no chão, rolou na grama, parecia um cachorrinho. Claro que, sendo ele um animal selvagem, ficamos apenas observando e fotografando. Mas que dava vontade de passar a mão e fazer um carinho (como fazemos com cachorro), isso dava! :)
Depois da sessão de fotos do zorro, seguimos a trilha até chegarmos na estrada, próximo ao centro de visitantes Alakush.
Fomos até lá para irmos ao banheiro e fazermos um lanche. Ao redor do centro há muitas lebres. Vimos até uma família com dois filhotinhos. Na foto 01 provavelmente os pais, e na foto 02 os filhotinhos.
Estávamos meio perdidos no parque. Quando descemos na Bahia Ensenada o Cris perguntou ao motorista onde pegaríamos a van para voltar.

Um adendo: Nosso motorista era a cara do "seu Barriga" do Chaves. E eu tenho provas definitivas (foto abaixo) de que eles foram separados pelo destino (ou por uma rota congestionada).
Ele disse alguma coisa sobre voltar (que eu não entendi) e que o Cris entendeu que teríamos que voltar ao ponto por onde havíamos passado antes de chegarmos na Bahia. Sendo assim, depois do lanche, seguimos pela estrada (afora) voltando de onde viemos. Eu disse que não fazia o menor sentido irmos pela trilha até um ponto e depois termos que voltar para pegar o transporte. O Cris também achava que não fazia sentido, mas se o "seu barriga" falou, tá falado.
Depois de andarmos muuuuuuuuuuito, uma alma caridosa (o motorista de uma outra empresa de van) resolveu parar e nos perguntar para onde estávamos indo. Dissemos que estávamos indo para o estacionamento pra pegarmos a van. Ele disse que o ponto mais próximo seria de onde estávamos vindo (que mais tarde descobrimos que era o centro de visitantes). Ele nos ofereceu uma carona e nós aceitamos. Ele nos explicou que há vários pontos onde podemos pegar a van, e que se estávamos vindo da senda costera, o ponto mais próximo seria o centro de visitantes. O "seu Barriga" não havia sido tão esclarecedor quando esse outro motorista. Ele nos deixou no centro de visitantes e disse que ali poderíamos pegar a nossa van às 17h, porém não conseguimos pega-la. Estávamos tirando fotos das lebres e quando percebemos o "seu barriga" já estava indo embora com a van lotada. Ok, teríamos que ficar por lá até às 19h, então decidimos caminhar mais, mas antes vimos novamente o zorro ali no centro de visitantes.
Continuamos caminhando e seguimos a trilha de la isla até chegarmos a um mirante (que não sei o nome), onde ficamos até a van aparecer. Aliás, sentimos falta de uma identificação dos lugares, assim como placas nas trilhas indicando quantos km já percorremos (ou quanto falta).
Pra dizer a verdade, eu queria voltar para o centro de visitantes, pois lá eu tinha certeza que o transporte passaria, já ali no mirante não. Mas o Cris disse para eu ficar tranquila pois de acordo com o mapa, ali era um ponto.
Claro que eu duvidei até o último momento. rs.. Depois de alguns minutos esperando, chegou um casal de turistas perguntando se ali era um "ponto do bus". Eu disse que achávamos que sim, e que estávamos esperando a nossa van. Eles, que estavam mais perdidos que nós, resolveram esperar ali também.
Pelo menos agora seríamos 04 esquecidos no parque, e não apenas nós 02. :) Mas depois de uns 15 minutos de espera a van chegou e fomos embora sãos e salvos! :)


Informações Gerais:
Transporte: Don Alejo - AR$ 85,00 (por pessoa)
Valor de entrada ao Parque Nacional da Terra do Fogo: AR$ 60,00 (por pessoa - p/residentes de países do Mercosul) - (valor em novembro de 2011).

18 de novembro de 2011

PINGUINS NA ISLA MARTILLO

Ontem passamos no porto e reservamos, pra hoje, o passeio para a pinguineira. Fizemos com a empresa Pira Tour, a única que desembarca na ilha dos pinguins. As demais empresas param bem próximas da ilha, mas não é permitido descer do barco.
Há duas saídas diárias, uma às 08h e outra às 14:30. Segundo o rapaz, o passeio dura 6 horas.
(uma hora e meia para ir de van + quinze minutos de travessia de bote até a ilha + uma hora caminhando na ilha + quinze minutos de travessia de volta + uma hora e meia na estância para visitar o museu Acatushún ou fazer um lanche na lanchonete + uma hora e meia para voltar de van).

Agendamos para a parte da manhã, teríamos que estar no porto quinze minutos antes, ou seja, às 07:45. Chegando na pousada perguntamos se poderíamos tomar o café um pouco mais cedo, já que teríamos que sair bem cedinho, antes do café ser servido, já que o mesmo começa às 08h. Ela, com um sorrisão no rosto, disse que não teria problemas em tomarmos o café às 07h.
Descemos já prontos e assim que terminamos o café começou a cair uma baita chuva. Ficamos na dúvida se o passeio sairia mesmo com chuva. Ainda não havíamos pago, mas tínhamos dado uma parte (200 pesos) para a reserva. Se o passeio saísse mesmo com chuva e nós não estivéssemos lá no horário marcado, perderíamos os 200 pesos já pagos, sendo assim, saímos nós embaixo de chuva. Compramos calças impermeáveis para essa viagem, mas é claro que nenhum de nós dois estava com ela. :)
Chegamos no porto completamente molhados. Meus pés estavam congelando, já que eu estava com um tênis (com a parte de cima de pano) e não com a bota de caminhada.

Chegamos na agência e as outras pessoas já estavam lá. O passeio iria sair mesmo com chuva. Assim que ele encaminhou os outros turistas para a van (nós não fomos porque tínhamos que pagar o restante), perguntei pra ele se poderíamos marcar para outro dia, já que estávamos muito molhados e poderíamos ficar doentes.
Ele ligou para estância Harberton e perguntou se haveria algum problema em transferir o nosso para a parte da tarde. Eles disseram que não haveria problemas e com isso voltamos para a pousada. Chegamos molhadinhos e geladinhos. Tomamos um banho quentinho, ligamos o aquecedor do quarto, nos agasalhamos e tomamos uma vitamina C.

Quando foi meio dia o tempo começou a mudar e abriu o maior solzão. Nem acreditei! Mesmo assim, saímos com nossas roupas impermeáveis. :)

Chegando na estância o tempo começou a fechar novamente. Que tempo doido aqui! Pra nossa sorte, durante a visita a pinguineira não choveu. Ela só caiu quando já estávamos no bote (esse aí da foto abaixo) voltando para a estância, mas como ele é fechado, só pegamos mesmo a chuva quando estávamos caminhando para o museu.
Mas vamos aos pinguins... Como são fofos! E alguns são bem curiosos! Chegam bem pertinho de nós.
Na ilha há duas espécies de pinguins. Os de magalhães (Spheniscus magellanicus), que são a maioria, e os gentoo (Pygoscelis papua).

Sobre os pinguins de magalhães: "medem cerca de 70 cm de altura e pesam entre 5 e 6 kg. Sua plumagem é negra nas costas e asas e branca na frente. A maior parte deles têm na cabeça uma risca branca, que passa por cima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une no pescoço, e uma risca negra e fina na barriga em forma de ferradura. Os olhos, o bico e as patas são negros".
Sobre os pinguins gentoo: "medem de 75 a 90 cm de altura e pesam entre 5,5 kg e 8,5 kg (os machos) e entre 5 kg e 7,5 kg (as femeas). Possuem uma mancha branca na cabeça, o bico e os pés alaranjados."
É emocionante ver estes bichinhos (que estamos acostumados a ver somente em zoológico) em seu habitat natural.
Caminhamos até os ninhos, onde pudemos vê-los chocando seus ovos. Fofos!
É um passeio muito legal! Recomendamos!

O museu Acatuchún foi criado para o estudo da biologia dos mamíferos marinhos, principalmente os golfinhos, e aves do extremo sul da América do Sul. Ele fica a 500 metros da casa principal. É pequeno, mas legalzinho.
Informações Gerais:
Empresa: Pira Tour (há uma agência na Av. San Martin e uma cabaninha no porto)
Valor: AR$ 370,00 (por pessoa incluindo transfer) + AR$ 45,00 (por pessoa) de entrada para Estância Harberton - (valor em novembro de 2011).