22 de julho de 2019

2º DIA EM SANTIAGO

** DIA 22 DE JULHO DE 2019 **

Hoje a nossa saga em Santiago começou com aquele clima "cinza elegante", mas pelo menos a água que cai do céu deu uma trégua para as nossas explorações.

Tomamos aquele café da manhã reforçado para aguentar o frio andino. Olhamos para o mapa e traçamos o plano: Rumo ao Centro!

Como bons viajantes, sabemos que segunda-feira é o dia oficial mundial de "museus descansando". Mas, como não somos de ficar parados, decidimos que o foco hoje não seria a cultura clássica, mas sim a sobrevivência digital.

Sabe aquele presente que vem com um desafio? Pois é. Ganhamos os chips da empresa de transfer (a ironicamente chamada "Vem Me Buscar"), mas a ativação estava mais difícil que subir a Cordilheira a pé.

Sendo assim, não teve jeito: transformamos nosso passeio cultural em uma Missão Diplomática na Entel. Partimos para o centro com um objetivo claro: encontrar um especialista que falasse a língua dos dados móveis e fizesse nossa conexão finalmente funcionar. Afinal, como vamos postar as fotos dos nossos próximos "perrengues chiques" sem internet, não é?

Será que a Entel vai ser nossa aliada?


Saímos do hotel prontos para desbravar a capital. O dia nublado deu um ar europeu para a nossa caminhada, que começou com uma leve "expectativa vs. realidade".

Passamos pela Plaza de la Aviación e lá estava ele: o grande chafariz... desligado. Ficou só na imaginação (por enquanto) o espetáculo das águas. Mas como somos estrategistas e estamos hospedados logo ali do lado, já anotamos na agenda: "Voltar à noite para conferir se as luzes fazem jus à fama". Afinal, a gente não perde uma chance de ver um brilho!

Continuamos o passo e cruzamos a famosa Puente Racamalac. É impossível passar por lá e não ficar imaginando as histórias por trás de tantos cadeados pendurados. Um toque de romance metálico no meio do caminho para inspirar a nossa jornada. 




Nossas pernas foram testadas positivamente! Atravessamos o Parque Balmaceda até darmos de cara com o imponente Obelisco da Plaza Italia
 

Obelisco Plaza Itália

De lá, o destino foi o Parque Forestal, e foi aí que Santiago resolveu nos dar um presente visual.

Encontramos aquele cenário que faz qualquer um esquecer que os museus estão fechados. Ficamos uns bons 25 minutos hipnotizados pela folhagem alaranjada e tirando belíssimas fotos. 🍁




Friiiiiooooo....

Sair do Parque Forestal em direção ao Cerro Santa Lucía sem o Google Maps é para os fortes. Estávamos ali, navegando "no olho", tentando adivinhar qual esquina nos levaria ao destino. Foi nesse momento de navegação analógica que o destino resolveu colocar uma surpresa no nosso caminho.

Do nada, demos de cara com o Museo de Artes Visuales (MAVI). Como era segunda-feira, já sabíamos: as portas estavam trancadas, mas a fachada... ah, a fachada é um espetáculo à parte!

O Museu "Cabeludo": Impossível passar direto por aquela arquitetura cheia de texturas. Parecia que o prédio tinha acabado de acordar e não tinha penteado o cabelo!

Pausa para o Flash: Mesmo sem internet para postar o story na hora, não perdemos a oportunidade. Garantimos as fotos na fachada "viva" do museu, porque, podemos estar perdidos, mas com muita pose! 


Museu de Artes Visuais

Se o Centro de Santiago é um tabuleiro de museus fechados, o Cerro Santa Lucía foi o nosso castelo de recompensa. Com seus 70 metros de altura (não é o mais alto da cidade) e uma área de 65.000m² que parece um labirinto de pedras e jardins, ele é parada obrigatória. E o melhor: de graça (do jeito que o turista gosta!).

Assim que entramos, demos de cara com a Terraza Neptuno. A fonte é tão bonita que quase nos fez esquecer que estávamos sem internet. É o lugar perfeito para aquela foto que diz: "Cheguei e estou chique no Chile".



Fonte Neptuno

Escada acima, chegamos na Terraza Caupolicán. Ali o jogo mudou: as esculturas dão um ar histórico e a vista da cidade começou a se abrir. Mal sabíamos que o melhor (e o mais barulhento) estava por vir.




Decidimos ir até o topo do topo: a Torre Mirador.

Nota de sobrevivência: Aquelas escadinhas são um teste de equilíbrio! Estreitas e escorregadias, exigem que a gente ativasse o modo "alpinista urbano". Mas o esforço valeu a pena, pois de lá se tem uma bela vista da cidade.






Estávamos lá, apreciando a paz, quando exatamente ao meio-dia... BUM!!! 💥

Um estrondo ensurdecedor ecoou por todo o Cerro. O susto foi tão grande que por um segundo todo mundo ali esqueceu como se respira. Foi só depois do susto — e do coração quase sair pela boca — que a luz acendeu na minha mente: "O canhão!".

Sim, eu tinha lido sobre a tradição do disparo do canhão de meio-dia, mas meu cérebro resolveu guardar essa informação em uma pasta trancada a sete chaves justo na hora H. Se eu tivesse lembrado, teria feito a plena... mas em vez disso, quase virei uma estátua de susto! rs...

E parece que o canhão serviu para espantar as nuvens! O céu começou a limpar e, finalmente, elas apareceram: as montanhas nevadas. Com o sol batendo no gelo da Cordilheira, garantimos mais uma rodada de fotos espetaculares.


Com a alma lavada e os ouvidos ainda zumbindo, descemos o Cerro e continuamos a caminhada pelo Centro até sermos atraídos por uma explosão de cores: a famosa Rua Colorida (Bandera)!





Saímos do colorido da Rua Bandera direto para a imponência do Palácio de La Moneda. O plano era ver a famosa Troca da Guarda, aquele espetáculo de disciplina e fardas impecáveis.

Eu tinha feito o dever de casa! Graças às dicas valiosas do blog da Rosi (Nós no Chile), eu sabia que em julho a troca acontece em dias ímpares.

  • O Problema: O calendário nos pregou uma peça e hoje era dia par.

  • O Detalhe: Mesmo que fosse ímpar, o canhão que quase nos ensurdeceu já tinha avisado que o meio-dia passou faz tempo.

Resultado: Ficamos só na admiração da fachada do palácio e na promessa de que, na próxima vida (ou na próxima viagem), a gente acerta o dia e o horário! 



A fome bateu forte depois de tanta escada no Cerro Santa Lucía. Paramos para recarregar as energias, mas o Sr. Dias resolveu adotar o "estilo minimalista".

Enquanto a gente se deliciava com a culinária chilena, ele ficou só no cházinho, lutando contra um estômago que parecia estar protestando — talvez por conta de uma pizza "Novaiorquina" que comemos ontem. 

Depois do almoço, finalmente aconteceu o milagre: encontramos a loja da Entel! Mas a jornada não foi tão simples quanto dar um clique. Tivemos que fazer a peregrinação até uma farmácia (sim, no Chile as farmácias são verdadeiros centros de tudo!) para comprar os créditos.

  • O Momento Mágico: O sinal subiu, as barrinhas apareceram e o som das notificações do WhatsApp foi música para os nossos ouvidos.

Finalmente conectados! Agora ninguém nos segura: Google Maps ativado, fotos sendo enviadas e a Bia pronta para mostrar pro mundo nossas aventuras.

Depois de tanta arquitetura clássica, de repente o cenário mudou e demos de cara com a Rua das Esculturas Vermelhas! Aquele contraste do vermelho vivo com o céu que estava começando a limpar ficou sensacional. É impossível passar por ali e não sentir que a cidade ganhou uma energia extra.



E como bom turista que faz o dever de casa, lá estava ele: o famoso totem interativo.

Eu já tinha "visto" esse totem nos meus estudos pré-viagem e sabia que ele não era só um enfeite tecnológico. O bicho tira fotos e envia direto para o e-mail!

  • A Missão: Já que agora tínhamos internet (finalmente!), era o momento perfeito para ver se o sistema chileno era eficiente mesmo.

  • A Pose: Fizemos aquela foto clássica de "família aventureira em Santiago".

Ficamos ali na expectativa, apertando botões e torcendo para que a foto não fosse para o limbo digital junto com o sinal perdido do nosso transfer. Mas a diversão de descobrir esses "brinquedos" espalhados pela cidade é o que dá o tempero da caminhada.

A empolgação foi tanta que esqueci de tirar uma foto dele, mas procurando pela internet, achei essa foto abaixo, nesse site.

Foto que tiramos e recebemos por email

Decidimos que era hora de iniciar a operação "Caminho de Volta". Mas, ao olhar para trás, batemos um recorde!

A Bia foi a grande revelação do dia: caminhou quilômetros e quilômetros sem dar um "ai". Ela deu um show de disposição!

Quando parei para olhar o mapa e somar a distância entre os pontos:

  • O App "disse": "Ah, vocês andaram uns 6km."

  • Nossas pernas "gritaram": "MENTIRA! Foram no mínimo uns 20km!"



O Google Maps é muito otimista! Ele só conta a linha reta entre o ponto A e o ponto B. Ele não conta:
  1. As voltas que demos dentro do Parque Forestal atrás da folhagem perfeita;

  2. A subida em caracol e os degraus estreitos da Torre Mirador;

  3. O vaivém na Plaza de Armas e a procura pela farmácia e pela loja da Entel;

  4. As dancinhas e poses na frente do Museu Cabeludo e das Esculturas Vermelhas.

Somando tudo, com certeza fizemos uma meia-maratona urbana!

Voltamos para o hotel com aquela sensação deliciosa de cansaço produtivo. Santiago nos testou com museus fechados e canhões barulhentos, mas nos recompensou com sol, montanhas nevadas e, finalmente, internet!

Agora o plano é um só: tirar os sapatos, ver se a foto do totem chegou no e-mail e torcer para o estômago do Sr. Dias se recuperar de vez para a próxima aventura. Afinal, amanhã é outro dia e, quem sabe, com os museus finalmente abertos!


Um comentário:

Muita Viagem - dicas e roteiros disse...

que demais essa trip em família! o roteiro ficou bem legal!!

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