24 de julho de 2019

4º DIA EM SANTIAGO - ENTRE ARCO-ÍRIS E GIGANTE DE VIDRO

Nada como um arco-íris "sob encomenda" no chafariz para dar um ânimo extra, especialmente para o guerreiro Sr. Dias, que mesmo com o estômago pedindo trégua, honrou o sangue gaúcho e não se deixou abater. Afinal, quem precisa de digestão perfeita quando se tem Santiago para desbravar, não é?


Começamos nosso dia passando pela Plaza de la Aviación e lá estava ele: o grande chafariz. Aquele que passamos no segundo dia. Se antes ele era só um monumento seco, hoje ele resolveu dar um show. Com o sol de Santiago batendo no ângulo certo, as gotículas de água se transformaram em um arco-íris perfeito. Foi o primeiro "uau" do dia e o cenário ideal para algumas fotos.


Dali, seguimos para a nossa primeira grande missão do dia que era subir o Cerro San Cristóbal

Existem mil maneiras de subir o morro: a pé (para os fitness), de carro (para os práticos), de bike (para os corajosos), etc... Nós, no melhor estilo "turista raiz", escolhemos o combo clássico: Funicular para subir e Teleférico para descer.


A Subida:
Decidimos começar a aventura pelo clássico: Funicular. Aquele carrinho que parece um elevador na diagonal e que dá um frio na barriga charmoso enquanto Santiago vai ficando pequenininha lá embaixo. 


A vista lá de cima é linda! A cidade se abrindo aos nossos pés e a Cordilheira vigiando tudo. É o lugar perfeito para agradecer e tirar fotos. O vento no rosto ajudou a espantar os males, e ver Santiago do alto, faz qualquer perrengue valer a pena.


Lá no topo, entre um mirante e outro, dei de cara com uma instituição nacional chilena: o Mote con Huesillo. Para quem olha de longe, parece um chá gelado com pêssego e grãos.


Olha, a experiência vale pela cultura, mas acho que meu paladar não estava preparado para tanta glicose. É açúcar puro com pêssego desidratado e trigo cozido. Mas valeu pelo "checklist" de turista. Pelo menos a curiosidade foi saciada! O Sr. Dias, com o estômago ainda pedindo trégua, passou longe dessa bomba de glicose.

Caminhamos sem pressa. Explorando cada cantinho do cerro.


O Santuário e a Capela: Momentos de silêncio e gratidão (e talvez um pedido extra pela saúde gástrica do nosso viajante favorito).





A descida: 
De teleférico (o famoso bondinho), foi aquele momento contemplativo para recuperar as energias. Mas a gente não brinca em serviço: a logística foi pensada milimetricamente. Descer de bondinho pelo lado oposto (saída Pedro de Valdivia) para cair praticamente no colo do Costanera Center, que seria nosso próximo destino. 




Mas se engana quem acha que o prédio mais alto da América Latina seria o nosso próximo destino logo de cara. Bem ali, na saída do teleférico, demos de cara com o brinquedão. A Bia, que de boba não tem nada, já decretou: "Parada obrigatória!". Enquanto o Sr. Dias aproveitava o descanso extra para o estômago e eu tirava fotos, ela gastou as energias que sobraram do Cerro. Afinal, criança feliz é criança que escala tudo o que vê pela frente!



Depois do sobe e desce nesse emaranhado, finalmente fomos almoçar, afinal, barriga vazia faz mal pra saúde.


Com a barriga devidamente forrada (e torcendo para que a comida dessa vez fosse gentil com nosso gaúcho), seguimos a pé em direção ao gigante de vidro. No caminho, atravessamos o Parque das Esculturas.



Momento Cultural: Atravessamos esse museu a céu aberto. É aquele momento em que a gente finge que entende tudo de arte contemporânea enquanto caminha entre as obras gigantes de metal e pedra. É o contraste perfeito: a arte rústica no chão e a modernidade espelhada do Costanera logo à frente. Rende fotos incríveis e é um respiro de verde no meio do agito de Providencia. 



Finalmente, chegamos ao Costanera Center. Olhar para cima dá até um torcicolo, mas é impossível não se sentir pequeno diante do maior arranha-céu da América Latina! Pegamos aquele elevador que sobe mais rápido que o preço do dólar e, em segundos, estávamos no 62º andar.



Se lá do Cerro San Cristóbal a vista era de tirar o fôlego, aqui em cima a sensação é de que a gente é dono de Santiago. 360 graus de cordilheira, prédios que parecem de Lego e o pôr do sol começando a pintar tudo de laranja. O Sr. Dias, firme e forte (na medida do possível), contemplando a imensidão enquanto a gente tentava identificar onde ficava o hotel lá embaixo.


Depois de muito "olha ali!" e "tira foto aqui!", resolvemos garantir nosso camarote.

Escolhemos um cantinho estratégico, sentamos e entramos no modo contemplação. Nosso objetivo era esperar o sol se despedir atrás da Cordilheira. 


E aí, meus amigos, a mágica aconteceu. Ver o céu mudar do azul para o laranja, depois para o rosa, a cordilheira com seus picos nevados ficando laranja, é de chorar de tão lindo. 



Mas o ápice foi ver Santiago se acendendo. Primeiro, um brilho aqui. Depois, uma avenida iluminada ali. De repente, a cidade inteira virou um mar de luzes cintilantes aos pés da Cordilheira, que ficava cada vez mais escura e imponente.


Ficamos ali, em silêncio por alguns instantes, só absorvendo aquela imensidão. É um daqueles momentos em que a gente esquece o cansaço, a dor no estômago e até o gosto doce demais do Mote con Huesillo. Valeu cada centavo e cada degrau (ou melhor, cada andar de elevador)!



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