A chuva resolveu nos dar uma trégua de despedida. O céu ficou naquele cinza clássico, um nublado que parecia dizer: "Vão lá, eu deixo vocês chegarem secos no continente".
Fizemos o check-out na pousada e ficamos aguardando a barca chegar.
Demos tchau para a Vila de Abraão, para as trilhas que quase fizemos, para a Praia Preta que nos acolheu no chuvisco e, claro, para as memórias do banquete nada gourmet do Sr. Dias.
Subimos na barca rumo a Angra dos Reis com aquela sensação mista de:
Alívio: De que não íamos precisar testar a resistência de mais nenhum salgado duro.
Saudade: Porque, convenhamos, até a chuva na Ilha tem sua graça (quando a gente já está num restaurante, claro).
Enquanto a barca cortava o mar e a Ilha ia ficando pequena no horizonte, a gente já começava a rir das roubadas.
Afinal, entre trilhas interrompidas pela chuva, joelhos de padaria que testaram nossa arcada dentária e praias que só vimos do barco, uma coisa é certa: Ilha Grande nunca é entediante!
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