17 de novembro de 2015

FÉRIAS EM FLORIPA - MAIS UMA VEZ!

Floripa é quase nossa segunda casa. Pelo menos uma vez por ano vamos até lá, para visitar meus sogros. Esse ano passamos a última semana das nossas ferias lá, de 16 a 22 de novembro. 

Chegamos com o dia super nublado. 

No dia seguinte, ainda com chuva, fomos passear no shopping. O escolhido foi o Floripa Shopping, pois lá reune todas as lojas de departamentos: Havan, Riachuelo, Renner, C&A.  :)

Almoçamos e fizemos algumas comprinhas. 


Espero que o tempo melhore ao longo da semana.

8 de novembro de 2015

O ADEUS À ILHA (E AOS JOELHOS DE PADARIA)

 A chuva resolveu nos dar uma trégua de despedida. O céu ficou naquele cinza clássico, um nublado que parecia dizer: "Vão lá, eu deixo vocês chegarem secos no continente".

Fizemos o check-out na pousada e ficamos aguardando a barca chegar.




Demos tchau para a Vila de Abraão, para as trilhas que quase fizemos, para a Praia Preta que nos acolheu no chuvisco e, claro, para as memórias do banquete nada gourmet do Sr. Dias.


Subimos na barca rumo a Angra dos Reis com aquela sensação mista de:

Alívio: De que não íamos precisar testar a resistência de mais nenhum salgado duro.

Saudade: Porque, convenhamos, até a chuva na Ilha tem sua graça (quando a gente já está num restaurante, claro).


Enquanto a barca cortava o mar e a Ilha ia ficando pequena no horizonte, a gente já começava a rir das roubadas. 


Afinal, entre trilhas interrompidas pela chuva, joelhos de padaria que testaram nossa arcada dentária e praias que só vimos do barco, uma coisa é certa: Ilha Grande nunca é entediante!


6 de novembro de 2015

MAIS DO MESMO

Hoje planejamos ir para as praias do outro lado de Abrãao, mas acabamos indo novamente para a Praia Preta.

Tudo começou com aquele café da manhã reforçado na pousada, digno de quem ia desbravar o lado leste da Ilha. O plano era audacioso, um verdadeiro check-list de dar inveja a qualquer guia turístico.

Nossa meta era conquistar o "Cinturão de Abraão". Estávamos prontos para carimbar o chinelo em:
  • Praia da Julia (o aquecimento)

  • Crena (a paradinha estratégica)

  • Bica (o banho de água doce)

  • Guaxuma, Comprida e Abraãozinho (o grand finale!)

Saímos com a energia de um atleta olímpico. Mas Ilha Grande tem senso de humor. 


Quando mal tínhamos passado da metade da Praia de Abraão — ou seja, quando o suor mal tinha começado a brotar — o céu resolveu que precisávamos de um banho, mas não de mar.

Veio aquela chuva "pede-pra-sair". Olhamos um para o outro e a decisão foi unânime: Operação Retorno Tático para a Pousada!

Assim que secamos o pé e sentamos na cama... a chuva parou. O sol deu aquela piscadinha irônica lá no alto.

Não querendo dar o braço a torcer para o tédio, mas também sem coragem de encarar toda aquela trilha épica de novo, apelamos para a sabedoria prática:

"Gente, a Praia Preta está logo ali, o caminho é um tapete e não tem erro! Tem até florzinhas pelo caminho!"



Decidimos trocamos seis praias por uma, mas ganhamos a tranquilidade de quem sabe que, na Ilha, o melhor caminho é sempre aquele que não te obriga a nadar de roupa no meio da trilha!

No meio do caminho para a Praia Preta, o céu resolveu mandar aquele "chuvisco psicológico". Olhamos para as nuvens, as nuvens olharam para nós, e decidimos: "Dessa vez, não!" Seguimos firmes e fortes, blindados pela teimosia.

Chegando lá, o cenário era de exclusividade total. O lugar era praticamente nosso, exceto por:

Uma família com um menino que parecia ter a mesma idade da Bia, garantindo aquele clima familiar.


E o leitor solitário. Um rapaz ignorando solenemente o mundo (e a umidade) para colocar a leitura em dia.


Ficamos lá curtindo a paz da areia escura até as 16h. Mas, como Ilha Grande não perdoa, a chuva decidiu nos escoltar no caminho do almoço. Ela foi educada: esperou a gente sentar no restaurante para, finalmente, desabar de verdade. Pelo menos o teto era firme!

Bia fazendo careta pra chuva


A noite chegou e, com ela, a preguiça de enfrentar o temporal lá fora para jantar. O Sr. Dias, nosso herói da logística, assumiu a missão e partiu para a padaria. Ele voltou triunfante, mas o cardápio era digno de um sobrevivente de naufrágio:

3 Joelhos - que, segundo relatos, estavam tão duros que poderiam servir de calço para o barca.

4 Xepas de Goiabada - aquele docinho clássico que a gente come rezando (ou reclamando).

1 Suco de caixinha - para ajudar a descer o banquete de "concreto" da padaria.
Não temos fotos das iguarias porque a fome era tanta que devoramos tudo!

E assim encerramos o dia: ouvindo o som da chuva que resolveu não parar mais a noite inteira, protegidos pelo teto da pousada e alimentados por iguarias de uma padaria.




5 de novembro de 2015

MEIA VOLTA NA ILHA

Essa é a sexta vez que vou à Ilha Grande, sendo que a primeira foi há uns 20 (e poucos) anos atrás. Nem preciso dizer que de lá pra cá muita coisa mudou. Atualmente há mais pousadas, há mais opções de acesso, mais restaurantes, mais agências, mais barcos, mais turistas, enfim.... mais de tudo.

Das primeiras vezes que estive lá, praticamente não se via passeio de barco que desse a volta a ilha, diferentemente de hoje em dia. 

Olhando as opções de passeios para o dia seguinte, decidimos fazer o meia volta a ilha, que faz 5 paradas (Lagoa Verde, Lagoa Azul, almoço no saco do céu, praia do Camiranga e Praia da Feiticeira).

No meio do caminho para a Lagoa Verde, nosso primeiro destino, o marinheiro fez uma parada repentina.

- "Ih, o que será que aconteceu?"
Como uma boa capricorniana, logo penso:
- "Será que deu pane no motor da lancha?!"

Mas para noooossa alegriaaaaa... Ele grita: 
- "golfinhos, pessoal! "

Opaaa!!! Onde?! Cadê?!

E se em Pipa os golfinhos nos deram um "bolo" histórico, aqui na Baía de Ilha Grande fomos os seus convidados de honra.

Eis que de repente avistamos suas barbatanas levantando e afundando. Ah, que lindo!


A lancha ficou uns 5 minutos parada ali e depois seguimos viagem.   

Já tínhamos visto golfinhos no Rio Grande do Norte, mas foi do alto de um mirante, na Baía dos Golfinhos, em Tibau do Sul (veja a postagem aqui), mas ver assim, tão pertinho, é muito mais emocionante, claro! 

Mas voltando ao foco... Ainda não conhecíamos a Lagoa Verde. É parecido com a Lagoa Azul, sendo que mais raso, o que acaba sendo melhor para as crianças.

Lagoa Verde

Beatriz adorou aquele cantinho ali

Fizemos revezamento com a pequena. Enquanto papai brincava com ela, mamãe curtia um mergulho de snorkel e depois invertemos.


O barco ficou parado na lagoa verde por 50 minutos e depois seguiu para a Lagoa azul, onde ficou por mais 50 minutos. 


Lagoa Azul

A Lagoa azul é uma velha conhecida. Foi lá, da outra vez que estivemos na ilha, que fiz meu primeiro mergulho de snorkel. :)


Mergulho de snorkel na Lagoa Azul

Da lagoa azul seguimos para o restaurante refúgio das caravelas, localizado na região do saco só céu. Escolhemos nossos pratos ainda dentro do barco, assim que chegamos na lagoa azul. Segundo o barqueiro, essa prática é para agilizar, pois enquanto mergulhávamos, o pessoal no restaurante já iria preparando nosso almoço. 

O restaurante fica numa área de mangue. O barco nos deixa numa parte bem rasa e seguimos caminhando até o restaurante pela beirada do mangue. O restaurante reserva uma mesa grande para cada barco, sendo assim, não podemos escolher onde sentar. 








A comida é boa. Pedimos um filé de peixe com arroz, feijão e batata frita (que a Bia tanto gosta). 

Depois de lá demos uma passadinha pela praia do amor, mas sem parada pra banho, e seguimos para a praia do Camiranga, onde pudemos descer e ficamos por 40 minutos. 


Praia de Camiranga


De lá seguimos para a praia da Feiticeira, nossa última parada. O nome promete magia, mas a realidade foi um choque de realidade turística.

Chegamos lá e o cenário era o seguinte:

A praia era pequena, daquelas que cabem oito toalhas e dois caranguejos, e estava bem cheia, parecia que metade da balsa de Angra resolveu marcar um encontro ali.

Olhei para a praia e o veredito foi instantâneo: "Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira!" 

Mas o Sr. Dias, com aquele espírito de "já que estamos aqui, vamos até o fim", não se intimidou. Ele e a Bia - aventureira - pularam do barco e foram conferir de perto se a areia da Feiticeira tinha algum feitiço mesmo (ou se era só muita gente junta).

No final eu fiquei na paz do convés, vendo a Feiticeira de longe, porque, convenhamos, o balanço do barco e a vista panorâmica valiam muito mais do que lutar por um espaço na areia, com o céu mais escuro do que as areias da praia preta.

Praia da Feiticeira

Depois disso voltamos para Abraão.