Essa é a sexta vez que vou à Ilha Grande, sendo que a primeira foi há uns 20 (e poucos) anos atrás. Nem preciso dizer que de lá pra cá muita coisa mudou. Atualmente há mais pousadas, há mais opções de acesso, mais restaurantes, mais agências, mais barcos, mais turistas, enfim.... mais de tudo.
Das primeiras vezes que estive lá, praticamente não se via passeio de barco que desse a volta a ilha, diferentemente de hoje em dia.
Olhando as opções de passeios para o dia seguinte, decidimos fazer o meia volta a ilha, que faz 5 paradas (Lagoa Verde, Lagoa Azul, almoço no saco do céu, praia do Camiranga e Praia da Feiticeira).
No meio do caminho para a Lagoa Verde, nosso primeiro destino, o marinheiro fez uma parada repentina.
- "Ih, o que será que aconteceu?"
Como uma boa capricorniana, logo penso:
- "Será que deu pane no motor da lancha?!"
Mas para noooossa alegriaaaaa... Ele grita:
- "golfinhos, pessoal! "
Como uma boa capricorniana, logo penso:
- "Será que deu pane no motor da lancha?!"
Mas para noooossa alegriaaaaa... Ele grita:
- "golfinhos, pessoal! "
Opaaa!!! Onde?! Cadê?!
E se em Pipa os golfinhos nos deram um "bolo" histórico, aqui na Baía de Ilha Grande fomos os seus convidados de honra.
Eis que de repente avistamos suas barbatanas levantando e afundando. Ah, que lindo!
A lancha ficou uns 5 minutos parada ali e depois seguimos viagem.
Já tínhamos visto golfinhos no Rio Grande do Norte, mas foi do alto de um mirante, na Baía dos Golfinhos, em Tibau do Sul (veja a postagem aqui), mas ver assim, tão pertinho, é muito mais emocionante, claro!
Mas voltando ao foco... Ainda não conhecíamos a Lagoa Verde. É parecido com a Lagoa Azul, sendo que mais raso, o que acaba sendo melhor para as crianças.
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| Lagoa Verde |
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| Beatriz adorou aquele cantinho ali |
Fizemos revezamento com a pequena. Enquanto papai brincava com ela, mamãe curtia um mergulho de snorkel e depois invertemos.
O barco ficou parado na lagoa verde por 50 minutos e depois seguiu para a Lagoa azul, onde ficou por mais 50 minutos.
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| Lagoa Azul |
A Lagoa azul é uma velha conhecida. Foi lá, da outra vez que estivemos na ilha, que fiz meu primeiro mergulho de snorkel. :)
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| Mergulho de snorkel na Lagoa Azul |
Da lagoa azul seguimos para o restaurante refúgio das caravelas, localizado na região do saco só céu. Escolhemos nossos pratos ainda dentro do barco, assim que chegamos na lagoa azul. Segundo o barqueiro, essa prática é para agilizar, pois enquanto mergulhávamos, o pessoal no restaurante já iria preparando nosso almoço.
O restaurante fica numa área de mangue. O barco nos deixa numa parte bem rasa e seguimos caminhando até o restaurante pela beirada do mangue. O restaurante reserva uma mesa grande para cada barco, sendo assim, não podemos escolher onde sentar.
Depois de lá demos uma passadinha pela praia do amor, mas sem parada pra banho, e seguimos para a praia do Camiranga, onde pudemos descer e ficamos por 40 minutos.
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| Praia de Camiranga |
De lá seguimos para a praia da Feiticeira, nossa última parada. O nome promete magia, mas a realidade foi um choque de realidade turística.
Chegamos lá e o cenário era o seguinte:
A praia era pequena, daquelas que cabem oito toalhas e dois caranguejos, e estava bem cheia, parecia que metade da balsa de Angra resolveu marcar um encontro ali.
Olhei para a praia e o veredito foi instantâneo: "Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira!"
Mas o Sr. Dias, com aquele espírito de "já que estamos aqui, vamos até o fim", não se intimidou. Ele e a Bia - aventureira - pularam do barco e foram conferir de perto se a areia da Feiticeira tinha algum feitiço mesmo (ou se era só muita gente junta).
No final eu fiquei na paz do convés, vendo a Feiticeira de longe, porque, convenhamos, o balanço do barco e a vista panorâmica valiam muito mais do que lutar por um espaço na areia, com o céu mais escuro do que as areias da praia preta.
Depois disso voltamos para Abraão.











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