3 de junho de 2011

PARQUE NACIONAL IGUAZÚ (Cataratas Argentinas) - 2° dia

E lá vamos nós novamente para as cataratas Argentinas! :)
Pegamos o trem na estação central achando que iríamos nele até a estação garganta do diabo. Mero engano! Quando chegando na estação das cataratas tivemos que descer e enfrentar uma baita fila formada pelas pessoas (mais espertas que nós) que seguiram até a estação das cataratas caminhando pela trilha verde.
O trem que descemos voltou para a estação central e nós ficamos aguardando o trem para a garganta. Não demorou muito ele chegou! Para nossa surpresa ele é bem grande e todos que estavam na fila conseguiram embarcar.

Circuito Garganta do Diabo: é a principal atração do parque. Seu percurso é de aproximadamente 2.080 metros.

Até o guarda Chico (guarda florestal do Zé Colmeia) estava por lá. Olha ele aí na foto abaixo. :))
A força da água é tão grande que são formadas densas nuvens de vapor que, dependendo do vento, invadem todo o mirante dando um refrescante banho nos visitantes. :)

Fizemos um passeio de barco (suuuper relax) com um casal de senhores, para observar os jacarés, as tartarugas e a flora que margeia o rio.
Infelizmente perdemos praticamente todas as fotos dos jacarés e tartarugas, pois o cartão de uma das nossas câmeras deu "pau". :(
Depois dessa tranquilidade, fomos para a Isla San Martin dispostos a encarar a trilha. Pra nossa surpresa, ela é bem mais tranquila do que esperávamos.
Primeiro fomos ao Mirante San Martin. O arco-íris embeleza ainda mais o lugar.

Depois seguimos para o Mirante Ventana. O volume de água lá estava menor. Acredito que na época das chuvas essa queda seja mais bonita. Mas lá tem algo que nas outras quedas não tem. Um "pé de urubu". hahahaha...
(clica na foto para ver em tamanho maior e repara na árvore da esquerda. rs)

Lá da ilha é possível ver a garganta por outro ângulo.
Antes de saírmos da ilha, descansamos um pouco na praia e tiramos algumas fotos, principalmente de borboletas. Aliás, o parque é cheio delas. (E eu adooooro!!!)
Pra finalizar, um lanchinho entre os quatis. :) Aliás, os quatis roubaram o prato de batata frita de um casal de turistas que estavam comendo. Lá não é mole não. Se der bobeira eles roubam mesmo... na cara dura. rs..

Na volta para o Brasil demos uma passadinha no Duty Free. Não compramos nada, o que é praticamente um milagre, já que TODOS saiam de lá com pelo menos uma sacolinha. Mas nós fomos mesmo só para conhecer. Achei meio pequena. Olhando de fora ela parece ser enorme.
Corremos para o hotel, tomamos um banho e seguimos para Itaipu para assistirmos a iluminação na barragem. Mas isso já é história para o próximo post. :)

2 de junho de 2011

CATARATAS (lado argentino)

Passeio de hoje:
PARQUE NACIONAL IGUAZU
- CATARATAS LADO ARGENTINO.
Na Ecodrive (onde alugamos o carro) nos disseram que o Brasil e a Argentina têm um acordo que permite ao turista brasileiro dirigir, somente até as cataratas, sem a necessidade da carta verde. Sendo assim, pegamos a autorização para sair do país com o carro (documento obrigatório para veículos alugados), e seguimos direto para as cataratas.

Passamos pela aduana brasileira, pelo Duty Free (que fica entre as duas aduanas) e depois pela aduana argentina. Ninguém pediu a autorização de saída do veículo em nenhuma das duas aduanas. Assim como também não pediram nosso CPF e nem a minha carteira de motorista. Apresentamos somente o RG.

Logo depois da cabine, na aduana Argentina, fica uma pessoa perguntando para onde você vai, ou em alguns casos, pedem para abrir o porta malas do carro. No nosso caso apenas perguntaram para onde estávamos indo - cataratas - e nos mandaram seguir.

Trocamos reais por pesos numa casa de câmbio que tem na aduana Argentina, já que na internet dizia que o parque não aceitava reais, somente moeda local. Trocamos R$ 67 reais por $ 160 pesos, já que a entrada do parque custa $ 70 pesos (por pessoa) para visitantes do MERCOSUL.

Minha primeira viagem ao exterior! Que emoção! rsrs...
A lateral da ponte Tancredo Neves é pintada até a metade com as cores do Brasil (verde e amarelo) e a outra metade com as cores da Argentina (azul e branco).
Na bilheteria descobrimos que não teríamos pesos suficientes para pagar os dois ingressos e mais o estacionamento, que custa $ 24 pesos. O moço aceitou o que faltava em reais, no caso R$ 2,00. Ufaaa... imagina termos que voltar até a aduana para trocar mais dinheiro.
Só que no parque o cambio é diferente. Eles valorizam sua moeda e o peso vale R$ 0,50, enquanto na casa de câmbio R$ 0,42.

O parque argentino é beeem maior. Passamos o dia todo lá e não conseguimos visitar tudo. Voltaremos amanhã!

ATENÇÃO: Quem quiser visitar o parque em dois dias seguidos, ganha 50% de desconto no ingresso do 2°dia. Mas para ganhar o desconto é preciso selar o ingresso ao final do 1°dia.

O passeio começa pelo centro de visitantes, o Yvyrá Retá (que significa "a terra das árvores"), onde podemos pegar um mapa do parque e ainda ver em grandes painéis uma breve, e detalhada, explicação sobre a fauna, a flora e a cultura local.
Já com o mapa, seguimos pela trilha chamada "sendero verde", que nos leva até a estação das cataratas. A trilha é leve (655 metros) e é toda calçada, mas quem preferir pode pegar o trêm da estação central até a estação das cataratas.
A partir da estação das cataratas temos a opção de seguir caminhando para o circuito inferior e superior, ou pegar outro trêm que leva até a garganta do diabo.

Nós decidimos fazer os circuitos. Primeiro o superior e depois o inferior.

Circuito Superior: seu início fica a 200m da estação das cataratas e seu percurso total é de aproximadamente 650m. Dele podemos ver diversas quedas, inclusive o "Salto San Martin" que não é visto do parque brasileiro.

Circuito Inferior: seu início fica a 600m da estação das cataratas, em frente a um quiosque. Seu percurso é circular e tem aproximadamente 1.700m. Desse circuito podemos ter uma ideia melhor da grandiosidade das quedas.
Durante o circuito inferior, passamos pela trilha que leva até a Isla San Martin e resolvemos ir até lá. Para chegar a ilha é necessário pegar uma lancha que faz a travessia a cada 10 minutos.
A trilha que leva até o embarcadouro é uma gracinha. Ela é praticamente toda entre as pedra e com vista para a ilha e para algumas quedas.
Na ilha o desembarque é feito numa prainha, onde os gringos, acostumados com o frio, entravam na água como se estivesse quentinha. :)
Alguns estavam tão a vontade que resolveram trocar de roupa ali mesmo, no meio de todos. Isso pode até ser normal lá na "gringolândia", mas acho que por aqui ainda somos conservadores com relação a isso. Ou não somos?! :)
Alguns ficam ali, curtindo o solzinho, enquanto outros seguem direto para a trilha que leva até os mirantes.
Ficamos na dúvida se iríamos para a trilha, pois a última travessia da ilha acontece às 16h, e já passava um pouco das 15h. Não tínhamos noção se a trilha era fácil ou difícil. Achamos que era difícil, pois logo de cara tem uma baita escadaria.
Resolvemos ficar ali na praia, nos esquentando no solzinho, já que tínhamos pouco tempo e detestamos fazer as coisas com pressa.
Não conseguimos fazer o circuito garganta do diabo, pois o último trem parte pra lá às 15h. Não dá pra conhecer o parque e não conhecer a garganta de perto, né?!
Conclusão: voltaremos amanhã!! Uhuuu!! :)

Para terminar nossa aventura de hoje, essa belíssima queda.
Informações Gerais:
Endereço - Av. Victoria Aguirre, n° 66 - Misiones (acesso pela Rodovia Nacional, n° 12)
Telefone - 03757-420722

Funcionamento - Diariamente, das 08h às 18h.
Valor: $ 70 pesos (valor em junho de 2011)
Site: Iguazú Argentina

1 de junho de 2011

ITAIPU BINACIONAL

Hoje fomos conhecer a Hidrelétrica de Itaipu.
Como havia muito carro estacionado do lado de fora, achamos que lá dentro não tinha estacionamento e paramos por lá mesmo. Depois descobrimos que tem estacionamento lá dentro sim, mas custa R$ 8,00 (carros e motos). Ponto pra nós! Economizamos um graninha. :)

Há duas maneiras de conhecer a hidrelétrica:
- Visita Panorâmica - passeio pelo exterior da usina, em ônibus aberto, com duração de aproximadamente 1h:30min, e custa R$ 19,00.
- Circuito Especial - passeio pelo exterior e interior da usina, com duração de aproximadamente 2h:30min e custa R$ 50,00.

Fizemos o circuito especial pela manhã, às 10h, e o Refúgio Bela Vista à tarde, às 15h30.
No intervalo entre um e outro ficamos por lá mesmo. Fizemos um lanche na lanchonete e depois ficamos sentados esperando a hora passar. Foi meio cansativo ficar lá esperando, pois não tem nada pra fazer, mas enfim....

É muito interessante conhecer a usina por dentro. A única coisa que nos deixou frustrados foi o vertedouro estar fechado. :(
Esperávamos vê-lo como aparece em todo cartão postal, e em todas as fotos de divulgação da usina, inclusive nessa abaixo, tirada de um quadro exposto na usina:
Mas o que vimos foi bem diferente disso. Dá uma olhada na foto aí embaixo e diz se não é meio decepcionante.
Disseram que os vertedouros só abrem em época de chuva (entre dezembro e fevereiro). Quem for a Usina em outra época (como nós), verá o vertedouro assim: sequinho, sequinho. :(

Mas apesar disso, a visita é legal!

Quem deseja fazer esse passeio, deve ficar atento a algumas restrições:
- Somente maiores de 14 anos podem fazer o passeio;
- Não é permitido usar chinelos, sapatos de salto, shorts ou minissaias;

- Sandálias são permitidas desde que estejam bem fixas ao calcanhar, não tenha salto e seu solado seja de borracha.

A 1ª parada é na Estação Mirante Central. De lá temos a visão da barragem e do vertedouro (fechado!).
Bem em frente ao mirante fica um painel de azulejos que retrata cenas da época da construção de Itaipu. Esse painel foi feito pelo artista paranaense Poty Lazzarotto e é chamado de Painel do Poty.

A 2ª parada é na Estação Barragem de Concreto. Lá estão localizadas as comportas de captação para as unidades geradoras. De um lado temos a visão da usina e do outro a do Rio Paraná.


A 3ª parada é na Estação Catedral. Lá podemos observar melhor a arquitetura côncava do local, que lembra uma catedral, daí o seu nome. Sua grandiosidade também impressiona.
Passamos ao lado de enooormes tubos brancos, que são os condutores por onde escoam até 700 mil litros de água por segundo, de acordo com a nossa guia. Se encostarmos as mãos podemos sentir a pressão da água correndo dentro do tubo.
A 4ª parada é na Estação Edifício da Produção. Lá vemos os equipamentos que mantêm a usina em operação.
A 5ª parada é na Estação Sala de Comando Central. Aqui temos a oportunidade de ver os técnicos trabalhando. Brasileiros e Paraguaios trabalham operando computadores e painéis eletrônicos.
Essa linha amarela no chão (foto abaixo), é a divisão (simbólica) entre Brasil e Paraguai. Podemos observar na foto que as três pessoas que estão do lado direito da faixa estão na área do Brasil , já o Cris, do lado esquerdo da faixa, está na área do Paraguai. :)
Mas essa faixa é apenas para simbolizar e mostrar aos turistas. :)

A 6ª parada é na Estação Galeria. O lugar é tão extenso (1 km), que os trabalhadores utilizam bicicletas e carrinhos elétricos para se locomoverem.

E pra finalizar o passeio, uma visita a sala onde podemos observar o eixo que acopla a turbina ao gerador.

Informações Gerais:
Endereço - Av. Tancredo Neves, n° 6.731
Telefone - (45) 3520-6398

Funcionamento - Diariamente, com saídas às 08h, 08:30, 10h, 10:30, 13:30, 14h, 15:30 e 16h.
Valor: R$ 51,00 por pessoa (sendo R$ 50,00 ingresso + R$ 1,00 fundo Iguaçu)
Site: Turismo Itaipu

REFÚGIO BIOLÓGICO BELA VISTA:
O refúgio foi criado para preservar a flora e, principalmente, a fauna da região, já que a construção da usina causou inúmeros impactos no ecossistema da região.
Muitas espécies de animais, alguns ameaçados de extinção, foram reproduzidas nos cativeiros e depois soltas em seu habitat natural.
Como o local não é um zoológico, e sim uma unidade de conservação da natureza, muitos animais estão em locais controlados, onde não é possível a visitação, para não atrapalhar na sua reprodução ou recuperação.

Antes do início da visita, os visitantes são encaminhados a uma sala onde assistem um vídeo que conta um pouco mais sobre o Refúgio Bela Vista.

Sinceramente achei o passeio bem fraquinho e dispensável. Talvéz seja pelo guia, que por ser o último horário de visitas do dia, estava correndo um pouco.

O ponto alto do passeio é o casal de onças que ficam no final da trilha, e o furão "doidão" que fica rolando na grama. :)
Alguns dos animais que vimos durante o passeio:

Jaguatirica:
Cotia:
Raposa:
Cervo:
Anta:
Capivara e Cateto:
E aves:

Informações Gerais:

Endereço - Av. Tancredo Neves, n° 6.731
Telefone - (45) 3520-6398

Funcionamento - De 4ª a 2ª feira, com saídas às 08:30, 10h, 10:30, 14h e 15:30.
Valor: R$ 18,00 por pessoa
Site: Turismo Itaipu