Hoje nossa primeira parada foi no Mini Mundo. Ah, esse lugar tem um superpoder que a ciência precisa estudar: a capacidade de nos fazer sentir verdadeiros gigantes invadindo uma civilização paralela.
Nossa última visita tinha sido em 2011 e, gente, como essa maquete gigante cresceu! Parece que jogaram fermento na cidadezinha. O lugar cresceu tanto que daqui a pouco vai precisar de prefeito próprio e cobrança de IPTU. Se em 2011 já era impressionante, hoje é praticamente uma metrópole em escala 1:24.
Chegamos por volta das 9h30 da manhã, prontinhos para a nossa missão oficial do dia: a lendária caça aos bonequinhos de referência. Para quem não sabe, o Mini Mundo é cheio de detalhes escondidos e personagens "famosos" espalhados pelas ruazinhas. O resultado? Três adultos (ou dois adultos e uma adolescente) andando curvados, com o olho colado nas miniaturas e cara de detetive de filme noir, tentando achar desde o Beatles cruzando a rua até o Elliot andando de bicicleta com o ET na cestinha.
Tiramos aproximadamente quatrocentas fotos por metro quadrado. De perto, de longe, de cima, de lado… Se bobear, tiramos foto até do mesmo miniposte umas três vezes sem perceber. Abaixo 3 grandes referencias em uma mesma foto: Personagens de Scooby-Doo, os dois protagonistas do seriado Supernatural e os Caça-Fantasmas. Na segunda fotos temos o Monkey D. Luffy, de One Piece, na proa de um navio. Pena que não era o Going Merry, e nem o Thousand Sunny.
Aí veio o momento clássico de qualquer viagem em família para a serra: a temperatura resolveu dar aquela caída simpática. A Bia, que saiu do hotel com uma blusinha peludinhas porém fina, começou a congelar e a única solução foi fazer uma parada estratégica na lojinha do parque. Resultado? Ela saiu de lá toda elegante, embalada numa pashmina quentinha — que tem 99,9% de chance de virar item de colecionador no fundo do armário e nunca mais ver a luz do dia na vida, mas que no momento salvou a pátria (e os ombros) dela!
Foram quase quatro horas de passeio — saímos de lá já era 13h, com as pernas pedindo trégua, os olhos treinados para enxergar em milímetros e a certeza de que a vida em miniatura dá um trabalho gigantesco para ser construída, mas é divertida demais de ver!
Informações Gerais:
Rua Horácio Cardoso, 291, no bairro Planalto - Gramado/RS.
Aberto diariamente, das 9h às 17h.
Saindo do Mini Mundo, fomos direto para o Lago Negro. Se no Mini Mundo o frio estava só dando "bom dia", no lago o frio resolveu mostrar quem é que manda na Serra Gaúcha!
A Bia, que já tinha aposentado solenemente a pashmina recém-comprada de três horas atrás, agora estava no modo cebola: uma blusa de lã estratégica jogada por cima de uma blusa peludinha. Mas quem disse que adiantava? A brisa que vinha da água parecia soprada direto do Polo Sul!
O resultado disso? Bom, se existe um recorde mundial para "a volta mais rápida a pé ao redor do Lago Negro", a nossa família com certeza acabou de homologar. Nada de paradinhas contemplativas para fotos poéticas entre os pinheiros; o ritmo era de caminhada atlética, eu abraçada com ela (pra tentar esquentar), e ela com os dentes batendo. Demos a volta em tempo recorde só para voltar correndo para a proteção do carro e partir rumo ao centro de Gramado.
Informações Gerais:
Rua J. Renner Bairro Lago Negro – Gramado/RS
Aberto 24 horas. Horário de funcionamento dos pedalinhos: das 8h30min às 18h
Chegando lá, a primeira parada foi estratégica e altamente calórica: fomos direto à Praça das Etnias devorar o famoso (e glorioso) pão recheado quentinho saindo do forno de pedra. Sério, aquilo não é um pão, é um abraço quentinho em forma de carboidrato. Restaurou nossas energias e devolveu a circulação para as nossas extremidades!
Mas a paz durou pouco. Olhando bem ali na frente da praça, lá estava ela, nos encarando como um farol de salvação: a loja da Renner.
Fomos obrigados a fazer uma pausa para compras e adquirir — adivinhem? — MAIS UM casaco para a Bia.
"Mas vem cá, a Bia não levou casaco para a viagem?", você deve estar se perguntando. Resposta: claro que levou! Vários! Só que todos eles estavam muito bem acomodados, quentinhos e confortáveis descansando no armário do hotel… lá em Canela!
Diante do dilema entre rodar de volta até Canela no trânsito ou investir no comércio local, a logística da família decidiu: achamos infinitamente mais fácil comprar outro casaco na hora. Afinal, essa é a regra de ouro do turismo na serra: casaco novo nunca é demais, o importante é sobreviver ao frio congelante!
Agora sim! Bia devidamente empacotada em suas múltiplas camadas de sobrevivência térmica (com direito ao casaco novinho em folha), finalmente pudemos fazer aquilo que Gramado exige de todo turista: bater perna sem pressa nenhuma.
Saímos caminhando sem rumo fixo pelas ruas charmosas. Passamos por aquele McDonald's fofíssimo que nem parece rede de fast food de tão bonitinho.
Admiramos a fachada do hotel que tem um carrossel de contos de fadas bem na frente e, claro, fizemos o tour oficial de degustação: entramos em praticamente todas as lojas de chocolate do caminho. A regra é clara: se tem amostra grátis e cheiro de cacau no ar, a gente entra!
Ainda deu tempo de dar aquela esticada até a Catedral de Pedra de Gramado, tirando fotos e curtindo o clima europeu.
Mas a melhor surpresa do dia estava guardada para o momento do reencontro com o nosso veículo. Quando chegamos perto do carro… lá estava ele: um gatinho inacreditavelmente fofo e absurdamente folgado, pleno, deitado e tirando um cochilo no nosso capô!
O capô ainda devia estar quentinho do motor, e o meliante felino decidiu que ali era o seu novo resort particular. Foi preciso uma negociação diplomática de alto nível, com muito carinho, diplomacia felina e um tiquinho de sacrifício para convencer o bichano a desocupar o lataria sem ficar chateado com a gente!
Para fechar o terceiro dia com chave de ouro, uma neblina densa e cinematográfica baixou sobre a pista, daquelas que parecem cenário de filme e combinam 100% com o clima misterioso e aconchegante da serra. Um encerramento perfeito para mais um dia épico de férias!














